O Sporting CP avançou esta quarta-feira para um despedimento coletivo de 20 pessoas ligadas ao clube, de acordo com vários órgãos de comunicação social como a Tribuna Expresso e o Observador.

A quebra de receitas devido à pandemia levou à necessidade de emagrecer os custos com o pessoal e ao reajustamento de salários à realidade atual. As rescisões vão do departamento de comunicação aos departamentos mais ligados ao secretariado e modalidades. No entanto, de acordo com Agência Lusa, a medida não irá afetar jogadores ou treinadores.

Os funcionários em questão terão recebido um mail durante esta noite para se apresentarem hoje nas instalações do clube para serem notificados da decisão. De acordo com o Observador, a administração prevê com esta operação reduzir os custos operacionais em um milhão de euros.

Entre 16 de abril e 15 de junho, então em consequência da suspensão das atividades desportivas devido à pandemia, 95% dos funcionários do "universo leonino", ou seja, incluindo clube e SAD, estiveram em ‘lay-off’.

Na altura, o recurso ao ‘lay-off’ teve como objetivo reduzir os custos com o pessoal em 40% durante a paragem da atividade, e seguiu-se ao acordo com os futebolistas para uma redução salarial de 40% em abril, maio e junho e ao corte para metade dos vencimentos dos administradores da SAD 'leonina' durante esses três meses.

Resultado negativo no primeiro trimestre da época 2020/21

Em dezembro, a Sporting SAD anunciou um resultado líquido negativo de 4,2 milhões de euros no primeiro trimestre da época 2020/21, referindo que a pandemia de covid-19 teve um impacto superior a cinco milhões de euros no período.

A SAD leonina explicou à CMVM que os valores em causa resultam da realização dos “jogos da equipa profissional à porta fechada, não permitindo a venda das habituais ‘gamebox’ (lugares anuais), da bilheteira jogo a jogo, do ‘corporate’ (camarotes e ‘business seats’)”, afetando ainda o merchandising, visitas ou os eventos.

Os ‘leões’ revelam ainda que fecharam o primeiro trimestre da época desportiva de 2020/21 com um volume de negócios de 28,4 milhões de euros, o que representa uma redução de 59% face ao período homólogo da temporada passada.

No documento, os ‘leões’ realçam a aposta de jogadores da formação na equipa principal, uma redução dos gastos com pessoal em cinco milhões de euros e a redução do défice operacional, sem transações de jogadores, em 37%, passando de 7,2 milhões de euros para 4,5 milhões de euros.

(Notícia atualizada às 16:34)

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