"Vai ser uma eliminatória difícil, mas vamos dar o nosso melhor para vencer e tentar estar no 'qualifying' para o Grupo Mundial, que é o nosso objetivo principal", avançou João Sousa, número 44 do 'ranking' ATP.

Além de confessar não estar a ter uma adaptação fácil à terra batida, superfície escolhida por Portugal para defrontar a África do Sul, em eliminatória que vai decorrer no Club Internacional de Foot-Ball, o vimaranense admite que não contava estar em Portugal nesta altura do ano.

"Já há algum tempo que tenho vindo a jogar em piso rápido e não estava à espera de jogar em terra, mas achei que deveria fazer esse esforço para representar Portugal. Estou a tentar adaptar-me da melhor maneira possível às condições e vou dar o meu melhor como sempre", disse o minhoto, sublinhando, contudo, que o "mais importante é representar Portugal".

Tal como o número um nacional, Gastão Elias também não contava estar de regresso à Europa, por esta altura, mas, uma vez convocado, assegurou estar disponível para "dar o melhor, junto com os colegas de equipa, em mais uma semana de Taça Davis" para alcançar o objetivo pretendido.

Ao contrário de Sousa e Elias, Pedro Sousa e João Domingues não encontraram dificuldades de adaptação aos 'courts' do CIF, onde vão tentar bater os sul-africanos e garantir a manutenção no Grupo I da zona Europa/África.

"Tenho jogado sempre em terra batida e estou habituado a jogar nestes campos. Mas todos fizemos sacrifícios no calendário para estar aqui e, por isso, queremos muito ganhar a ajudar a seleção a conseguir jogar o 'play-off' para o Grupo Mundial, que é o grande objetivo", afirmou Pedro Sousa, enquanto João Domingues defendeu que, independentemente do formato que a Taça Davis venha a ter no futuro, "o que importa é representar Portugal".

Graças à disponibilidade demonstrada pelos jogadores, Nuno Marques apontou como ponto forte da seleção nacional ter a equipa completa para jogar diante da equipa capitaneada por Marcos Ondruska.

"Não me lembro de alguma vez ter jogado a Taça Davis em outubro. É um desafio muito maior ter a equipa toda e acho espetacular termos conseguido, apesar de alguns já terem inscrições feitas noutros torneios. É um esforço e uma vontade muito grande dos jogadores e da Federação Portuguesa de Ténis que é de enaltecer", sublinhou o capitão português.

Apesar de acreditar que Portugal tem "tudo para vencer, tem uma equipa forte, completa e versátil", Nuno Marques lembra a boa formação da África do Sul, "culturalmente fortíssima em pares, e com um número um [Lloyd Harris] bastante confiante, a jogar bem e em boa forma".

Nos três confrontos anteriores com a África do Sul, a equipa portuguesa apenas venceu na terra batida da Maia em 2000, tendo cedido em Dutton, Inglaterra, em 1926, e em Durban, na África do Sul, em 2003.

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