O antigo fundista norte-americano, tricampeão da maratona de Nova Iorque, tem 10 dias para recorrer da decisão divulgada na segunda-feira, embora o Centro para a segurança não revele pormenores das investigações.

Em 2019, o antigo atleta e atual treinador foi acusado por algumas atletas, entre as quais Mary Cain, Cara Goucher e Amy Yoder Begley, de abusos físicos e emocionais, quando esteve à frente do projeto de equipa da Nike.

Uma situação que levou a que fosse suspenso provisoriamente em janeiro pelo centro para a segurança, uma decisão que se tornou permanente a partir de segunda-feira, mas que é passível de recurso.

O vencedor da maratona de Nova Iorque em 1980, 1981 e 1982 e de Boston, em 1982, e que foi também treinador de Mo Farah e Galen Rupp, ainda não reagiu à sua exclusão, que acontece enquanto decorre, em paralelo, um outro processo.

Salazar aguarda ainda a decisão do recurso apresentado junto do Tribunal Arbitral do Deporto, de uma suspensão de quatro anos, relacionada com infração em matéria de doping, quando em 2019 foi acusado de posse e tráfico de testosterona.

Com a acusação da utilização da substância em atletas, em experiências para avaliar até que ponto conseguiam ir sem que a situação fosse detetada, a Nike encerrou pouco depois o projeto de corrida a cargo do treinador.

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