Em comunicado publicado no seu site oficial, o Krasnodar revelou que os brasileiros Wanderson Maciel e Kaio (ex-Santa Clara), o norueguês Eric Bootheim, o equatoriano Christian Ramirez, o paraguaio Junior Alonso, o colombiano John Cordoba, o sueco Victor Klasson e o francês Remy Cabella pediram todos para deixar de treinar com a equipa, situação que foi aceite pelo clube.

“Os jogadores deixaram o clube e vão treinar por conta própria, enquanto os seus contratos são válidos”, acrescentou o emblema russo.

Na quarta-feira, Daniel Farke deixou o comando técnico do Krasnodar depois de apenas sete semanas no clube e sem qualquer jogo oficial realizado, devido à pausa de inverno do campeonato e ao adiamento do encontro previsto no último domingo com o Lokomotiv Moscovo.

O Krasnodar não estabeleceu qualquer relação entre a saída de Farke e a ofensiva militar russa, informando apenas que “foi acordada a rescisão de contrato por mútuo acordo” com o treinador, de 45 anos, e três adjuntos, todos germânicos.

Antes, o também alemão Markus Gisdol deixou o cargo de treinador do Lokomotiv Moscovo, em protesto contra a invasão russa, tal como os ucranianos Andriy Voronin, técnico adjunto do Dínamo Moscovo, Yaroslav Hodzyur, guarda-redes do Ural, e Yaroslav Rakitskiy, defesa do Zenit São Petersburgo.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar com três frentes na Ucrânia — uma das quais provenientes da Bielorrússia -, com forças terrestres e bombardeamentos em várias cidades.

As autoridades de Kiev contabilizaram, até ao momento, mais de 2.000 civis mortos, incluindo crianças, e, segundo a ONU, os ataques já provocaram mais de 100 mil deslocados e pelo menos 836 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender e garantindo que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional, e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas para isolar ainda mais Moscovo.

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