O líder 'leonino', que falava em entrevista à Sporting TV, afirmou que o clube só recebeu "uma proposta séria, e mesmo assim de palavra", para vender Bruno Fernandes, por parte do Tottenham, por 45 milhões de euros, mais 20 milhões por objetivos, que passavam por vencer a 'Premier League' e a Liga dos Campeões.

"Achei esses objetivos muito difíceis de concretizar e entendi não vender o Bruno Fernandes", explicou.

Frederico Varandas disse que o médio internacional português "compreendeu perfeitamente" a decisão e que, pela postura "exemplar" e pela "dignidade" do atleta, o seu contrato vai ser revisto, negando ainda que não serão pagos cinco milhões de euros ao jogador como, alegadamente, o seu contrato ditaria se o Sporting recusasse uma proposta acima dos 35 milhões.

"O Bruno Fernandes vai ver revisto o seu contrato, não porque está previsto, mas porque merece. Ele merece que sejam revistas as suas condições até para que sirva de exemplo para os outros jogadores. Empresário, jogador e Sporting estão todos de acordo sobre o rumo do Bruno Fernandes", garantiu.

Frederico Varandas assegurou ainda que o médio não está apalavrado com nenhum clube.

"Não, o Bruno Fernando, hoje, é jogador do Sporting. Quando estive no Mónaco recentemente [sorteio da Liga Europa], tive noção de que é um jogador desejado por muitos 'tubarões' europeus, mas com esse ruído que Real Madrid, Manchester City ou PSG querem o Bruno, posso eu bem", disse.

Varandas fez um balanço "muito positivo" do mercado, porque o Sporting "conseguiu encaixar cerca de 60 milhões de euros, perdendo apenas um titular indiscutível", Raphinha.

"Mas, permaneceu o melhor médio da Europa e vimo-nos livre de um lastro de jogadores excedentários que representavam cerca de 25 por cento do orçamento. Entendíamos que não tinham valor desportivo para serem opções no Sporting e estavam pagos muito acima do valor de mercado", disse.

Segundo Frederico Varandsa, entre os mercados de janeiro e do verão, o Sporting poupou cerca de 15 milhões de salários líquidos com as saídas de vários jogadores.

Para o presidente do Sporting, "este grupo é mais competitivo e tem mais soluções e qualidade do que o plantel do ano passado".

Frederico Varandas elogiou os últimos três reforços da equipa, Fernando, Bolasie e Jesé Rodriguez, salientando que este último está "finalmente comprometido com a sua profissão".

"Se queria o Jesé Rodriguez de há três anos? Não e disse isso ao jogador. Recolhi informações com quem partilhou o balneário com ele e sei como está dentro e fora de campo", disse.

Varandas garantiu ainda que o espanhol é um "avançado centro" e não um extremo, como os outros dois.

"Mas não é igual a Luiz Phellype e é por não ser igual que veio. Joga no centro, mas é mais móvel e dá-nos outras valias e formas de jogar. Já agora, a melhor época do Vietto até agora foi a jogar como médio centro no Villarreal", acrescentou.

O dirigente disse ainda que a saída de Bas Dost para o Eintracht Frankfurt foi "o negócio possível".

"Além de gostar dele como homem e como profissional, gostava de o ter no plantel, mas não podemos entrar em loucuras. O seu salário, 5,9 milhões/ano, era quase 10 por cento do orçamento da equipa e, em maio, manifestou o desejo de sair, pelo que preparámos o grupo sem o Bas Dost", detalhou.

Varandas manifestou-se ainda satisfeito com o acordo com o Olympiacos para a venda de Podence, por considerar "sete milhões de euros um valor ajustado" pelo jovem avançado agora chamado à seleção nacional por Fernando Santos, e avançou não haver ainda nenhuma proposta satisfatória por Rafael Leão e Rúben Ribeiro, os outros dois jogadores que rescindiram com o clube na sequência dos acontecimentos em Alcochete, em maio de 2018.

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