O kimberlito (rocha matriz do diamante) do projeto Luele, localizado no nordeste de Angola, província da Lunda Sul, foi descoberto em novembro de 2013, durante as pesquisas geológicas da Sociedade Mineira de Catoca, segundo informação disponibilizada pelo Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).

Os estudos preliminares do potencial geológico indicam que o kimberlito Luele, com 600 metros de profundidade, numa área de 105 hectares, contem uma quantidade de minério de 647 milhões de toneladas, que resultarão em 628 milhões de quilates durante a vida útil de 60 anos da mina.

Até agora foram investidos 635 milhões de dólares (581 milhões de euros) pela Sociedade Mineira do Luele, em que a Catoca tem uma participação de 50,5%, a diamantífera estatal angolana Endiama, 25%, a Falcon, 19,5%, a Reform, 4,0%, e o Instituto Geológico de Angola (IGEO), 1%.

Hoje, na inauguração, o ministro da tutela, Diamantino Azevedo, abordou a indústria diamantífera de Angola no contexto internacional, destacando o regresso ao país da multinacional De Beers e, pela primeira vez, da gigante da mineração global Rio Tinto, “que, além de diamantes, está a verificar a oportunidade para realização de investimentos na prospeção de outros minerais”.

“Hoje, estamos a realizar este ato que marca o início das operações da Sociedade Mineira do Luele. A produção desta mina irá contribuir para um aumento significativo da produção de diamantes em Angola”, assinalou.

O ministro dos Recursos Minerais falou ainda sobre o Polo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, onde foram instaladas fábricas de lapidação, existindo agora oito fábricas no país onde trabalham 673 jovens angolanos.

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