Em comunicado, o banco indicou que a principal taxa de refinanciamento se mantém em zero e que os bancos vão continuar a pagar pelos depósitos excedentários, mantendo-se a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de depósito em -0,40%.

A taxa de juro para a facilidade permanente de cedência de liquidez também se mantém em 0,25%.

“O Conselho do BCE espera que as taxas de juro diretoras se mantenham nos níveis atuais, pelo menos, até ao verão de 2019 e, em qualquer caso, enquanto for necessário para assegurar a continuação da convergência sustentada da inflação no sentido de níveis abaixo, mas próximo, de 2% no médio prazo”, refere o comunicado divulgado após a reunião de hoje.

Como foi anunciado em junho, as compras de dívida pública e privada feitas no âmbito do programa lançado em 2015 para apoiar a economia vão passar a partir de outubro para metade do valor atual, permanecendo em 15 mil milhões de euros até ao final de dezembro, quando está previsto o fim do programa, desde que os dados económicos confirmem “as perspetivas de inflação a médio prazo”.

Mas, o BCE vai continuar ativo no mercado após o fim de 2018, renovando os títulos de dívida vencidos “durante um período prolongado após o termo das aquisições líquidas de ativos”, indicou a instituição.

O ‘stock’ de obrigações de Estado e de empresas, que deve estar próximo de 2,6 biliões de euros no fim dezembro, será mantido para evitar um ajustamento demasiado precoce das condições financeiras.

Os mercados esperam agora as declarações do presidente do BCE, Mario Draghi, que em conferência de imprensa vai explicar estas decisões.

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