"Nos últimos anos, o défice orçamental ajustado de fatores pontuais tem apresentado um valor mais baixo no segundo semestre do que no primeiro", refere o banco central português.

"Tendo em consideração este perfil, o objetivo oficial para o défice deste ano (0,7% do PIB), definido no Programa de Estabilidade (PE 2018-22) e mantido inalterado no âmbito da segunda notificação do procedimento dos défices excessivos, parece exequível, embora não isento de riscos", acrescenta o BdP no Boletim Económico.

"Importa destacar alguns fatores que exercem uma pressão ascendente na despesa do segundo semestre, tais como o diferente perfil de pagamento do subsídio de Natal, o efeito gradual do descongelamento de carreiras dos funcionários públicos e o aumento extraordinário das pensões em agosto de 2018", aponta a instituição, acrescentando que, "adicionalmente, subsiste alguma incerteza relativamente à evolução de algumas rubricas da receita fiscal e não fiscal".

No que respeita a esta última, o Banco de Portugal sublinha "a recuperação do valor remanescente da garantia concedida pelo Estado e executada aquando da resolução do Banco Privado Português, incluída na estimativa anual, e que pode não ser conseguida integralmente em 2018".

O BdP manteve hoje a previsão de crescimento de 2,3% da economia portuguesa para este ano, mas reviu em baixa a evolução do crescimento das exportações e do investimento.

Relativamente ao consumo privado, a instituição reviu em alta, no Boletim Económico de outubro, as projeções de junho (2,2%), passando agora a estimar 2,4%.

"Em 2018, a atividade económica em Portugal deverá continuar a expandir-se, ainda que a um ritmo inferior ao observado no ano anterior", refere.

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