No relatório do Grupo Banco Mundial (BM) "Doing Business 2017- Igualdade de Oportunidades para Todos", que avalia 190 países, conclui-se que 137 países realizaram reformas para melhorar o ambiente de negócios em 2015/16, mais 20% do que no ano passado.

O relatório inclui um 'ranking' dos 190 países, liderado pela Nova Zelândia, que com uma classificação de 87,01 pontos surge como a economia onde é mais fácil fazer negócios.

No fim da lista surge a Somália, com uma pontuação de 20,29.

Entre os 10 últimos encontra-se Angola, com 38,41 pontos e na 182.ª posição, embora esteja entre os países que aboliram ou reduziram o capital mínimo requerido para a constituição de uma empresa e entre os que reduziram outros impostos para além dos impostos sobre o trabalho e sobre o lucro.

Angola, tal como seis dos nove Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), não viu melhorar nem piorar o seu ambiente de negócios, apesar de ter descido um lugar no 'ranking'.

Na melhor posição entre os lusófonos está Portugal (com 77,4 pontos), um dos três países da CPLP que viram melhorar o seu desempenho, embora desça duas posições no ranking, para 125.º.

Os autores do relatório escrevem que as reformas em Portugal resultaram numa redução do tempo e do custo da formalização de uma empresa, aumentando o número de 'start-ups' em 17% e a criação de sete novos empregos por 100 mil habitantes por mês.

Apesar de estas 'start-ups' serem mais pequenas e mais frequentemente criadas por mulheres do que antes das reformas, eram também lideradas por empreendedores com menos experiência e menos ualificações.

São Tomé e Príncipe (162.º) e Guiné-Bissau (172.º) foram as duas outras economias lusófonas que viram melhorar a sua classificação no 'ranking' Doing Business.

Sobre São Tomé e Príncipe, que obtém 46,75 pontos no ranking, o relatório destaca a introdução de um salário mínimo para o setor privado.

Já quanto à Guiné-Bissau, (41,63 pontos), os autores escrevem que o país tornou mais fácil a resolução das situações de insolvência, ao introduzir um novo procedimento conciliatório para as empresas em dificuldades financeiras e um processo de liquidação preventiva simplificada para as empresas pequenas.

O Brasil é o segundo país lusófono mais bem classificado no 'ranking', onde surge em 123.ª posição, abaixo da 116.ª que alcançara no ano passado.

Apesar disso, a economia brasileira recolhe 56,53 pontos, classificação que não sobe nem desce face ao ano passado.

O Brazil, pode ler-se no relatório, facilitou a criação de empresas ao implementar um portal on-line para licenças de negócios no Rio de Janeiro.

Em 129.ª, Cabo Verde é a terceira economia lusófona mais bem classificada, recolhendo um total de 55,28 pontos.

Os autores sublinham que Cabo Verde introduziu um seguro de desemprego para trabalhadores com um período contributivo de pelo menos seis meses.

Angola (182.º), Guiné Equatorial (178.ª) e Timor-Leste (175.º) são os países lusófonos com piores ambientes de negócios, estão todos entre os 15 últimos e nenhum dos três sofreu melhorias face ao ano passado.

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