De acordo com a análise hoje divulgada pelo Observatório sobre Crises e Alternativas, tendo em conta o peso dos salários no Produto Interno Bruto (PIB), um aumento salarial de 2,8% "aproximaria a repartição do rendimento do seu estado em 2009, sem o alcançar e muito menos ultrapassar".

O estudo refere afirmações do Governo em defesa do crescimento dos salários e afirma que "para satisfazer os desejos expressos pelo primeiro ministro bastaria que, entre 2019 e 2023, os salários aumentassem em média de acordo com o referencial atualmente dado pelo mercado".

Para repor em 2023 os salários ao nível do peso que tinham no PIB em 2009 e ultrapassar o salário médio da altura, o Barómetro considera que seriam necessárias "taxas anuais de crescimento nominais do salário médio de cerca de 4%".

O Governo defendeu hoje na Comissão Permanente de Concertação Social que os parceiros sociais devem chegar a um compromisso para que os aumentos salariais no setor privado fiquem acima da inflação e da produtividade, defendendo 2,7% para o próximo ano.

Segundo um documento distribuído na concertação social, o Governo considera que a manutenção do poder de compra e os ganhos de produtividade estimados "requerem aumentos anuais dos salários nominais até 3,2% em 2023", o que passaria por aumentos salariais de 2,7% para 2020, de 2,9% para 2021 e 2022 e de 3,2% para 2023.

Para o Barómetro, estes números "ajudam a interpretar o que está em jogo na negociação salarial que se avizinha" e alerta para os riscos resultantes da fixação de referenciais de atualização salarial em negociação tripartida, que tanto podem resultar num "impulso genuíno à valorização salarial" como num "travão à tendência altista dos salários que decorre do mercado".

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