“Tenho memórias vivas dos últimos desenvolvimentos do mercado de ações na China, que tiveram um impacto em todo o mundo”, mas “na Europa e na área do euro em particular, a exposição direta seria limitada”, disse a responsável, em entrevista à CNBC.

“No momento, o que estamos a ver é um impacto e uma exposição centrados na China”, acrescentou Lagarde, enquanto o BCE observa a situação de perto, dada a ligação dos mercados financeiros no planeta.

O gigante imobiliário privado está afogado em dívidas de 260 mil milhões de euros. Uma falha de pagamento poderia resultar numa forte desaceleração nos setores de construção na China e causar turbulência nos mercados mundiais.

Considerado entre as maiores fortunas da China, o presidente do grupo, Xu Jiayin, sublinhou na quarta-feira à noite que o grupo deve “fazer todo o possível para honrar” os seus compromissos.

Questionada também sobre o risco de inflação persistente na zona euro, que em agosto ultrapassou a meta de 2% estabelecida pelo BCE a médio prazo, Lagarde disse esperar “um retorno a mais estabilidade no próximo ano”, justificando que “muitas das causas do aumento de preços são temporárias”.

“Tem muito que ver com os preços da energia”, disse a responsável, sendo que o outro principal efeito temporário é o aumento do IVA na Alemanha, após o corte de três pontos aplicada à segunda metade do ano de 2020 para apoiar o consumo no contexto da pandemia.

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