Em comunicado, a empresa atribuiu a redução sobretudo “aos ajustes para variação cambial” (-2,047 mil milhões de euros), que foram parcialmente compensados pela provisão da Samarco registada no segundo trimestre (950 milhões de euros) e pelo maior EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, de 585,77 milhões de euros) conseguido neste trimestre.

O diretor executivo de finanças e relações com investidores da empresa, Luciano Siani Pires, destacou, num vídeo difundido no ‘site’ da empresa, o “excelente desempenho operacional e a boa geração de caixa”.

“Do ponto de vista operacional, o resultado foi muito bom, com recordes de produção na mina de Carajás [no Brasil, 38,7 milhões de toneladas], recordes de produção de carvão na mina de Moatize [em Moçambique, com 1,8 milhões de toneladas] e recordes de produção de ouro [118 mil onças]”, disse.

A geração de caixa medida pelo EBITDA cresceu de 2,4 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3 mil milhões de dólares (2,74 mil milhões de euros) entre o segundo e o terceiro trimestres, “em função não só dos preços ligeiramente melhores, mas também da redução de custos muito expressiva”, destacou.

“Apesar do dólar norte-americano cotado em reais ter evoluído”, disse o diretor executivo de finanças e relações com investidores da empresa, “o custo da Vale de produção de minério de ferro colocado no porto em dólares caiu de 13,2 dólares [12 euros] para 13 dólares [11,89 euros]”.

Luciano Siani Pires frisou que era esperada uma alta, em função da apreciação do real, “mas o que ocorreu foi o contrário, uma queda, porque em reais o custo diminuiu ainda mais, compensando a apreciação do real”.

Em consequência de todo esse desempenho, sublinhou, a divida liquida reduziu de 27,51 mil milhões de dólares (25,18 mil milhões de euros) para 25,96 milhões de dólares (23,76 mil milhões de euros) do segundo trimestre para o terceiro.

“O EBITDA ajustado das operações em Moçambique foi negativo em 35 milhões de dólares [32 milhões de euros] no terceiro trimestre de 2016, comparado ao negativo em 100 milhões de dólares [91,54 milhões de euros] no segundo trimestre”, lê-se na apresentação dos resultados da companhia.

O aumento em relação ao último trimestre foi principalmente resultado dos impactos positivos dos menores custos e despesas e maiores preços de vendas, informou a maior produtora de minério de ferro do mundo.

A mineradora informou ainda que os investimentos totalizaram 1,257 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros) no terceiro trimestre, menos 111 milhões de dólares (101,6 milhões de euros) na comparação com os três meses antecedentes.

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