No total já há 13 governos que entregaram os planos, pelo que ainda têm de o fazer outros 14 países, embora o prazo dado pelo executivo da UE tenha terminado formalmente na sexta-feira.

Ao grupo dos países que já entregaram os planos juntaram-se hoje Itália, Áustria, Bélgica e Eslovénia, depois de ao longo desta semana o terem feito Portugal, Alemanha, Espanha, França, Grécia, Luxemburgo, Dinamarca, Letónia e Eslováquia.

Bruxelas tem agora dois meses para analisar os planos e dar a aprovação final, mas os países – liderados pela Alemanha, França, Itália e Espanha – estão a pedir à CE para acelerar os prazos, tendo em conta que Bruxelas realizou nos últimos meses reuniões prévias com todos os governos para preparar as reformas e preparar o caminho.

Contudo, o executivo da UE exclui que uma avaliação sólida dos planos possa ser feita em menos de dois meses.

No entanto, o primeiro-ministro português, António Costa, afirmou na quinta-feira que Portugal, que detém a presidência semestral da UE, “irá agendar a aprovação dos primeiros planos” para dia 18 de junho na próxima reunião dos ministros da Economia e das Finanças, convicto de que “não há mais tempo a perder”.

Costa também disse estar pronto para promover uma segunda reunião extraordinária na última semana de junho para aprovar a segunda ronda de pacotes nacionais.

Uma vez obtida a aprovação da CE e dos ministros das Finanças, os países serão elegíveis para um adiantamento de 13% dos pagamentos.

Bruxelas espera desembolsar esta ajuda inicial em julho, mas para que tal aconteça é essencial que os 27 Estados membros da UE tenham ratificado a legislação que lhe permitirá emitir 800.000 milhões de euros (a preços correntes).

Se cumprirem antes do final de maio, a CE poderia ir aos mercados no início de junho.

Além do adiantamento de 13%, os desembolsos da ajuda serão efetuados duas vezes por ano se os países demonstrarem que cumpriram os objetivos e o calendário acordados com Bruxelas.

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