Em audição perante os deputados da Comissão de Orçamento e Finanças, o presidente da CGD até ao final de 2016 - cargo que deixou em rutura com o Governo, sendo substituído por Paulo Macedo - explicou hoje o plano estratégico que desenhou para o banco nos últimos meses para responder aos problemas com que este se confronta, tendo destacado a necessidade de "redimensionar a Caixa ao negócio disponível", o que implica redução de custos ou a empresa "deixa ser viável a longo prazo".

Para diminuir gastos, António Domingues disse que o plano estratégico desenhado para a CGD prevê uma redução de custos ao longo de cinco anos, desde logo com a saída de trabalhadores.

"Estimamos que a Caixa precisa de reduzir 2.200 pessoas", afirmou o presidente do banco público nos últimos quatro meses de 2016, entre final de agosto e final de dezembro, referindo que o previsto é que 25% desses funcionários saiam por reformas naturais e os restantes em pré-reformas.

Para António Domingues, este plano de redução de pessoal já foi falado com as estruturas do banco e "é exequível" e garantiu que não poria em causa os clientes, uma vez que estes recorrem cada vez mais aos meios digitais.

Além da saída de trabalhadores, o último presidente do banco público estimou que nos próximos anos deverão fechar entre 150 e 200 agências da CGD no país e que ainda podem ser mais devido à "revolução tecnológica" que faz com que os clientes recorram cada vez menos aos balcões.

A CGD tem já vindo a reduzir trabalhadores e a estrutura comercial desde há alguns anos, processo que agora deverá acelerar.

No final de setembro, o banco público tinha 9.489 trabalhadores e 1.212 balcões.

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