“Durante o encontro entre os Presidentes da China [Xi Jinping] e dos EUA, em Osaca [Japão], os EUA disseram que permitiriam que as suas empresas fornecessem a Huawei. Quando e como se cumprirá esse compromisso?”, questionou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Geng Shuang.

O porta-voz considerou que uma quebra daquele compromisso afetaria a “reputação e credibilidade” de Washington.

“O mundo está a assistir. Esperamos que os EUA mantenham a sua palavra e ponham fim à opressão irracional e às sanções contra empresas chinesas, incluindo a Huawei”, disse.

Após ter acordado uma trégua na guerra comercial entre Pequim e Washington, com o homólogo chinês, Xi Jinping, em junho passado, Trump concordou aliviar as restrições sobre a empresa, mas o lado chinês acusa a sua administração de não cumprir com o acordo.

No domingo, Donald Trump afirmou mesmo que “não quer fazer negócios com a Huawei”, aumentando as dúvidas sobre um eventual recuo na decisão de proibir as firmas tecnológicas norte-americanas de fornecerem tecnologia-chave à Huawei.

Em maio passado, o Governo norte-americano emitiu uma ordem executiva que exige às empresas do país que obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, num duro golpe para a gigante chinesa das telecomunicações, que depende de semicondutores fabricados nos Estados Unidos e do sistema operacional Android, da Google.

O departamento de Comércio dos EUA tem de decidir hoje se vai ou não prolongar uma licença temporária, que permite às suas empresas fazerem negócios com a Huawei, e originalmente aprovada por um período de 90 dias.

Mas Trump garantiu no domingo que Washington “está a tentar não fazer negócios de todo com a Huawei”, sem detalhar qual a decisão final. “É muito difícil de decidir o que fazer ou o que não fazer, estamos a falar da Huawei”, disse.

Trump insistiu que a empresa é uma “ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos.

Washington tem pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei na construção de infraestruturas para redes de quinta geração (5G), a Internet do futuro, acusando a empresa de estar sujeita a cooperar com os serviços de informação chineses.

Austrália, Nova Zelândia e Japão aderiram já aos apelos de Washington e restringiram a participação da Huawei.

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