“Sabemos hoje que já se perderam qualquer coisa como 110 mil postos de trabalho”, adiantou António Saraiva, na apresentação ‘online’ de um inquérito desenvolvido com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa.

O também empresário notou que, se o Governo tivesse adotado as medidas apresentadas pela CIP no início da pandemia, teria sido possível evitar “algumas das falências e salvaguardar alguns desses postos de trabalho”.

Assim, a confederação exigiu que seja assegurado que as medidas, avançadas pelo Governo para mitigar o impacto da pandemia, vão cumprir o seu objetivo.

Para isso, defendeu ser necessário que estas não tenham “difíceis processos de candidatura e complexos formulários”.

Cerca de 83% das empresas consideram que os programas de apoio do Estado, para mitigar o impacto da pandemia, estão aquém do necessário, segundo o estudo da CIP.

“Na semana de 04 de dezembro, 83% das empresas considera que os programas de apoio estão aquém (ou muito aquém) do que necessitam”, lê-se na análise, desenvolvida com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE .

A opinião dos empresários face aos apoios do executivo manteve-se “estável”, após o agravamento registado no mês anterior.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.612.297 mortos resultantes de mais de 72,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 5.649 pessoas dos 350.938 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

(Artigo atualizado às 18:43)

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