Um eventual corte do fornecimento de gás pela Rússia à Europa no inverno, com consequente aumento dos preços, poderá “pressionar mais a inflação e asfixiar o crescimento”, admitindo “riscos” económicos, refere a comissão nas suas  previsões macroeconómicas de verão, hoje divulgadas.

O executivo comunitário avisa que “os riscos para a previsão da atividade económica e da inflação dependem fortemente da evolução da guerra e em particular das suas implicações para o fornecimento de gás à Europa”.

“Os novos aumentos dos preços do gás poderão impulsionar ainda mais a inflação e asfixiar o crescimento” do Produto Interno Bruto (PIB), acrescenta a instituição.

"Inflação histórica"

A Comissão Europeia previu hoje uma inflação a bater “máximos históricos” este ano, de 7,6% na zona euro e de 8,3% na União Europeia (UE), uma nova revisão em alta, ‘puxada’ pelos preços da energia e dos alimentos.

Nas previsões macroeconómicas de verão, hoje divulgadas, o executivo comunitário antevê que a inflação média anual atinja “máximos históricos” em 2022, de 7,6% na zona euro e 8,3% na UE, antes de abrandar em 2023 para 4% e 4,6%, respetivamente.

Nas suas previsões da primavera, publicadas em maio passado, o executivo comunitário já tinha projetado uma “revisão considerável” em alta da taxa de inflação na zona euro este ano, para 6,1%, principalmente impulsionada pelos preços energéticos e alimentares, com pico no segundo trimestre e descida em 2023.

Nos dados hoje anunciados, Bruxelas recorda que “a inflação global, até junho, atingiu máximos recordes à medida que os preços da energia e dos alimentos continuaram a crescer e as pressões sobre os preços se alargaram aos serviços e outros bens”, o que levou a uma nova revisão “consideravelmente em alta” face à projeção da primavera.

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