“O banco BPI e o Grupo CaixaBank decidiram suspender a distribuição dos dividendos correspondentes ao exercício de 2019 do banco BPI. Com esta suspensão, o Banco BPI reforça a sua capacidade para colocar à disposição da economia, das empresas e das famílias portuguesas os recursos necessários para responder aos exigentes desafios que se apresentam”, lê-se num comunicado conjunto das duas instituições.

O BPI sublinhou que a expansão da covid-19, bem como as medidas adotadas para travar a sua propagação, terão “um impacto” na economia, acrescentando que a sua “sólida posição de solvência e liquidez” permite “enfrentar com confiança o cenário económico negativo, que deverá marcar o resto do ano de 2020”.

Assim, o banco “quer e pode dar um contributo importante” para a recuperação da economia portuguesa ocorra “com a maior celeridade possível, criando condições para que o crédito chegue onde é necessário”.

Desde o início da pandemia, o banco português manifestou disponibilidade para concessão de moratórias nos créditos, alargando-as a todos os clientes, em situação regular, sem custos adicionais, tendo ainda disponibilizado soluções digitais de acesso aos serviços bancários.

“O Banco BPI prosseguirá, com o esforço extraordinário de todas as suas equipas, este caminho de total compromisso com as suas responsabilidades, num momento tão decisivo para todos”, apontou.

O BPI registou lucros de 327,9 milhões de euros em 2019, um resultado inferior em 33% aos 490,6 milhões de euros registados em 2018.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 120 mil mortos e infetou quase dois milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Dos casos de infeção, cerca de 402 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registam-se 567 mortos, mais 32 do que na segunda-feira (+6,%), e 17.448 casos de infeção confirmados, o que representa um aumento de 514 (+3%).

Dos infetados, 1.227 estão internados, 218 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 347 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.