“Para mim é um equívoco legislativo. É de quem não sabe o que está a fazer. De quem não sabe o que é que há de fazer, quando no fundo bastava falar connosco e aceitar as propostas. As nossas propostas mantêm-se e há verbas para isso”, declarou António Fonseca, presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) e presidente também presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto.

Em conferência de imprensa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, em Lisboa, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, explicou que, no contexto da “situação epidemiológica do país mais controlada”, foi determinada “a possibilidade de os estabelecimentos que são bares na sua origem funcionarem enquanto pastelarias e cafés, seguindo as mesmas regras de distanciamento que estas instituições têm”.

A ministra esclareceu que os bares e discotecas, que estão encerrados desde março devido à pandemia de covid-19, continuam encerrados, permitindo-se apenas que os que queiram funcionar como cafés e pastelarias o possam fazer “sem alterar a sua atividade” oficialmente, como estava a acontecer.

Os bares e discotecas que optem por esta possibilidade podem funcionar até às 20:00 na Área Metropolitana de Lisboa e até às 01:00 (com limite de entrada às 24:00) no resto do território continental, como a restauração.

Para António Fonseca, o que Governo acaba de apresentar “não tem nexo”.

“O que Governo acaba de apresentar não tem nexo .E mais, É uma ratoeira para alguns empresários que vão tentar abrir e vão-se enterrar e vão contribuir para o encerramento do estabelecimento e para o desemprego. Isto é anedótico, ou seja, é um equívoco”, criticou o presidente da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto.

As empresas do setor de diversão noturna têm ficado de fora das diferentes etapas do plano de desconfinamento no âmbito da pandemia da covid-19, tendo o primeiro-ministro justificado anteriormente esta decisão com a impossibilidade de afastamento físico nestes espaços.

O setor tem lamentado a falta de apoios do Governo e houve mesmo empresários da noite do Porto que se manifestaram dia 06 de junho no Porto para reivindicar a abertura do setor, que está fechado desde março devido à pandemia de COVID-19.

Associação da Movida do Porto critica encerramento das discotecas à 01:00

O presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto disse hoje não fazer “qualquer sentido” encerrar discotecas à uma da manhã, mas considera haver “luz ao fundo do túnel” com os bares abertos até à meia-noite.

“Permitir admissões até às 24:00 e trabalhar até à 01:00 é uma primeira luz que temos ao fundo do túnel e portanto, nesse sentido, vemos como algo positivo. Em relação às discotecas, nem tanto. As discotecas fazerem admissões à meia-noite para encerrarem à 01:00 não faz qualquer tipo de sentido e mais uma vez vincamos que (…) principalmente as discotecas precisam de apoios muito musculados para ultrapassar esta crise”, declarou à Lusa o presidente da Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto, Miguel Camões.

Apesar do plano de desconfinamento chegar "tarde" e não atingir de forma positiva todo o setor, o presidente da Associação de Bares de Discotecas da Movida do Porto afirmou que o setor está satisfeito por após “cinco meses” o Governo ter “quebrado o silêncio” e ter tomado uma posição no contexto de pandemia.

“Numa primeira fase ficámos muito contentes por esta quebra de silêncio por parte do Governo. Há cinco meses que estávamos encerrados e não tínhamos qualquer tipo de notícia e, portanto, ficámos contentes por, finalmente, termos posições do Governo em relação ao nosso setor”.

Os empresários da noite do Porto manifestaram-se no passado dia 06 de junho na Baixa do Porto, junto às Galerias de Paris, para reivindicar a abertura do setor que estava em crise.

Miguel Camões, que representa quase 30 bares e discotecas do Porto, já tinha na altura pedido ao Governo um plano de reabertura para o setor a iniciar a partir de 15 de junho, mas só hoje foi decidido em Conselho de Ministros.

As empresas do setor de diversão noturna têm ficado de fora das diferentes etapas do plano de desconfinamento no âmbito da pandemia da covid-19, tendo o primeiro-ministro justificado anteriormente esta decisão com a impossibilidade de afastamento físico nestes espaços.

(Artigo atualizado às 16:40)

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