"Se a União Europeia existe, é para enfrentar este tipo de crise", sublinhou Sánchez em resposta a uma pergunta dos jornalistas, feita de forma telemática, depois da mensagem televisiva que fez para anunciar o prolongamento do “estado de emergência” até à meia-noite de 25 de abril, para travar a covid-19 numa altura em está “superado o pico” da pandemia.

Segundo o chefe do Governo espanhol, a determinação do executivo em relação aos ‘eurobonds’ - euro-obrigações que neste momento também são chamadas ‘coronabonds’ - é "total e absoluta".

"A Europa não pode falhar desta vez, é tempo de a Europa proteger os europeus desta calamidade e desgraça. Houve resistências durante demasiado tempo a dar passos para avançar", disse Pedro Sánchez.

O primeiro-ministro espanhol mostrou-se convencido de que mesmo os governos mais reticentes "acabarão por tomar consciência de que, para salvaguardar e reforçar este projeto comum que se chama Europa", terão de aprender com a pandemia e avançar com o projeto europeu.

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, defendeu hoje numa entrevista que concedeu a vários jornais europeus o adiamento do debate sobre as euro-obrigações para depois de passar a crise da covid-19 e que, neste momento, a discussão se devia concentrar nas medidas em que há consenso entre os europeus.

O debate sobre as euro-obrigações divide há vários anos os países europeus do norte, nomeadamente a Alemanha e a Holanda, e os do sul, entre os quais estão Portugal, Espanha e Itália.

A emissão destes títulos de dívida pública à escala da União iria permitir aos países do sul financiarem-se a um preço mais baixo, protegidos pelas taxas de juro mais favoráveis garantidas aos do norte.

O debate sobre a emissão destas obrigações regressou em força nas últimas semanas, com a crise aberta pela situação criada com a covid-19, sobretudo as grandes dificuldades económicas com a paralisação da atividade económica em muitos países.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 59 mil.

O continente europeu, com cerca de mais de 603 mil infetados e mais de 43 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 14.681 óbitos em 119.827 casos confirmados até hoje.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 11.744, entre 124.736 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos, com 7.159 mortos, são o que contabiliza mais infetados (278.458).

Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afetados são França, com 6.507 mortos (83.165 casos), Reino Unido, com 3.605 mortos (38.168 casos), Irão, com 3.294 mortos (53.183 casos), e Alemanha, com 1.158 mortes (85.778 casos).

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