No mesmo comunicado a Parpública precisou que a agência manteve a avaliação BBB (baixo) a longo prazo, o primeiro nível de investimento, acima de 'lixo', com perspetiva estável.

A curto prazo foi dada a nota de R-2 (média), com perspetiva estável.

No passado dia 21, a DBRS anunciou que manteve o 'rating' atribuído a Portugal em 'BBB' (baixo).

A DBRS justificou esta manutenção do 'rating' ao país com fatores positivos, ligados ao cumprimento das regras europeias, mas também negativos, alertando para "desafios significativos" que se colocam a Portugal, como os "níveis elevados de endividamento público e empresarial, um crescimento potencial baixo e pressões orçamentais".

Por outro lado, a manutenção da perspetiva estável é explicada pelo entendimento de que os riscos "estão balanceados": pelo lado positivo, a agência aponta o "compromisso do Governo para cumprir as regras orçamentais europeias", uma vez que o défice deverá ter ficado abaixo da meta acordada com a Comissão Europeia; pelo negativo, salienta o aumento das taxas de juro a 10 anos, que "subiram nos últimos meses".

Ainda assim, a DBRS considera que os "custos de financiamento permanecem geríveis" e que a "dinâmica da dívida pública portuguesa é suportada por um excedente primário [sem juros] superior ao previsto e ao crescimento económico contínuo".

A justificar a manutenção da perspetiva estável estão também os "esforços para resolver as vulnerabilidades que permanecem no setor bancário".

No entanto, os analistas sublinham que Portugal "enfrenta desafios importantes", como a dívida pública, que permanece "muito elevada" e que se prevê que desça "apenas gradualmente, o que deixa as finanças públicas vulneráveis a choques adversos".

O ‘rating’ atribuído pela DBRS ganha relevância porque a notação de investimento por pelo menos uma das maiores agências é exigida para que o Banco Central Europeu (BCE) continue a comprar dívida pública em Portugal e a financiar a banca nacional.

Recorde-se que as restantes três maiores agências - Moody's (que se deve pronunciar sobre Portugal a 05 de maio), Standard and Poor's (S&P) e Fitch - continuam a atribuir um rating de 'lixo' ao país.

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