“O 'rating' da dívida pública de Portugal é suportado por instituições robustas, um forte ambiente empresarial e um dos maiores rendimentos per capita na categoria BB”, justificou a agência de notação financeira.

Porém, acrescentou que estes fatores eram contrabalançados por “elevados níveis de endividamento público e privado, um fraco desempenho no crescimento e problemas herdados no sistema financeiro”.

A Fitch salientou também que a economia recuperou no segundo semestre de 2016, graças “ao aumento das exportações e à renovação da confiança dos consumidores associada a uma subida do emprego”.

A agência salienta também que os riscos macroeconómicos internos diminuíram, mas que Portugal permanece vulnerável aos desenvolvimentos externos.

“Uma estrita estratégia de consolidação” orçamental permitiu ainda a melhoria do desempenho nas contas públicas, com o Governo a apresentar um resultado melhor do défice do que a Fitch esperava (2,3% do PIB contra 2,7%).

Para 2017, acrescentou a Fitch, o Orçamento apresenta uma estratégia de consolidação similar à de 2016. Mas a recapitalização da CGD (2,7 mil milhões de euros, especificou) ameaça o resultado final, previu a agência.

A Fitch prevê que o défice em 2017 se situe perto dos 3% do PIB, com a recapitalização da CGD a representar cerca de 1,1% do PIB.

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