“O Conselho de Ministros terá a oportunidade de apreciar hoje um conjunto de investimentos, entre eles, provavelmente, o maior investimento industrial dos últimos 10 anos. É um investimento da Repsol, que vai não só contribuir para a descarbonização da economia portuguesa, como vai focar-se nos objetivos que temos de aumentar as exportações e diminuir as importações”, avançou à agência Lusa o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias.

Em causa está um projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN) para ampliação do Complexo Industrial de Sines da petrolífera Repsol, com a construção – prevista para arrancar este ano e terminar em 2025 - de duas novas fábricas de materiais poliméricos de alto valor acrescentado, 100% recicláveis, para as indústrias automóvel, farmacêutica ou alimentar, entre outras.

Segundo salientou o secretário de Estado, “estima-se que, em momento de cruzeiro, o impacto direto do projeto na balança comercial de bens poderá andar muito próximo dos 800 milhões de euros”.

De acordo com o governante, o projeto vai ainda “alargar a longevidade de uma instalação produtiva muito importante, que é o ‘site’ que a Repsol administra em Sines”, permitindo posicioná-lo “como uma infraestrutura moderna num setor que tem de contribuir para a descarbonização, já que a sua base é o combustível fóssil, é o petróleo”.

“Vai, em grande medida, iniciar um processo que permitirá que Portugal, desde o ponto de vista desta indústria, tenha uma infraestrutura que, claramente, deu um salto muito significativo no conjunto da União Europeia”, realçou.

Para Brilhante Dias, “mais do que o montante do investimento – que é muito relevante e, na área industrial, é provavelmente o maior nos últimos 10 anos – [o projeto] vai permitir o relançamento de uma unidade muito importante e de um grande exportador português”.

“Porque a Repsol é um dos maiores exportadores portugueses na área de bens, que provavelmente está no top 10 dos exportadores portugueses”, notou.

O secretário de Estado apontou ainda a criação prevista com o projeto de 75 novos empregos permanentes, a que a acrescem, durante a fase de construção, uma média de 550 postos de trabalho, que poderão chegar a um pico de mais de 1.000 pessoas.

“É um grande dia para Portugal, é um grande dia para Sines e acreditamos também que um grande dia para a Repsol”, concluiu o governante.

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