“Tivemos já novas manifestações de interesse além daquelas entidades que apresentaram propostas no processo que anteriormente estava em curso”, disse à Lusa Pedro Siza Vieira no ministério da Economia e da Transição Digital, em Lisboa.

O ministro lembrou as empresas que apresentaram propostas ainda antes da nacionalização de 71,73% do capital da Efacec, presumindo que “continuarão interessadas”, embora o Governo tenha formalmente de abrir um processo de reprivatização.

“Também nos têm feito chegar manifestações de interesse de outros lados”, disse Pedro Siza Vieira, sem concretizar, mas sublinhando que agora a empresa nortenha “já não tem as mesmas dificuldades que estava a ter nos últimos tempos” devido à situação da sua antiga acionista maioritária, a empresária Isabel dos Santos.

Assim, o número dois do Governo considerou que “a empresa até pode ser melhor valorizada pelo mercado”.

No dia 26 de junho, ainda antes de ser nacionalizada, a a Efacec anunciou ter recebido “cerca de uma dezena” de propostas não vinculativas de grupos industriais e fundos de investimento, nacionais e internacionais, para aquisição do capital de Isabel dos Santos na empresa.

Na semana seguinte, no dia 2 de julho, o Conselho de Ministros aprovou o decreto de lei para nacionalizar “71,73% do capital social da Efacec”, uma empresa nacional que “constitui uma referência internacional em setores vitais para a economia portuguesa”.

No mesmo dia, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou o diploma do Governo que nacionaliza a empresa Efacec, justificando a decisão, entre outras razões, pela “natureza transitória da intervenção”.

O Conselho de Administração da Efacec considerou que a nacionalização de 71,73% da empresa é “um claro reconhecimento” do “valor económico e estratégico” do grupo, permitindo “viabilizar a sua continuidade” e manter o seu “valor financeiro e operacional”.

Dois dias depois, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que a nacionalização da Efacec não é para ser duradoura, defendendo que “quanto mais curta melhor”.

Pedro Siza Vieira afirmou, no dia 7 de julho, que o Estado está a “salvar uma empresa” e não “os financiadores e os acionistas” da Efacec e que o valor da indemnização não será suficiente para saldar a dívida de Isabel dos Santos.

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