A população chinesa online aumentou, no ano passado, 6,2%, em termos homólogos, para 731 milhões. Mais de 95% acede à rede através de smartphones, segundo o organismo regulador do sector.

O CNNIC revela que 201 milhões de pessoas, ou 27% dos internautas, são oriundos do interior do país, o mais populoso do mundo, com cerca de 1.375 milhões de habitantes.

“A pobreza impede um crescimento maior no número de internautas”, explicou Li Yi, especialista em tecnologias de informação, citado pelo jornal oficial Global Times.

Redes sociais e ferramentas online como o Facebook, Twitter, Google, Youtube ou Dropbox estão banidas na China, mas o comércio eletrónico tem-se revelado vital na transição para um modelo económico assente no consumo.

O número de internautas que realizou pagamentos via carteiras digitais aumentou 31,2%, face ao ano anterior, para 469 milhões, enquanto 208,6 milhões de chineses utilizam regularmente aplicações para encomendar comida.

O mesmo estudo indica que 91 empresas chinesas do ramo da internet estão cotadas em praças financeiras domésticas ou estrangeiras, valendo no total 5,4 biliões de yuan (732 mil milhões de euros).

Empresas como o gigante do comércio electrónico Alibaba, fundada pelo magnata Jack Ma, tornaram-se negócios multimilionários nos últimos anos, aproveitando o ‘boom’ da internet no país.

Só no dia dos solteiros do ano passado, que se celebra a 11 de novembro, o Alibaba anunciou um volume de vendas total de 20 mil milhões de dólares (18,6 mil milhões de euros).

A Internet chinesa continua, porém, a ser uma das mais restringidas do mundo.

Em novembro passado, a Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão legislativo da China, aprovou um controverso projeto de lei sobre segurança na Internet, que reforça os poderes do Governo para aceder a informação, obter registos de mensagens e bloquear a difusão de dados que considera ilegais.

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