“Se houvesse indicações muito claras de que […] o mercado poderia sofrer oscilações, […] podia ir mais longe de alertar em caso de iminência de uma situação. Poderia ter ido mais longe do que uma recomendação”, disse hoje Fernando Faria de Oliveira no parlamento.

Na sua segunda audição na comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da CGD, o atual presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, ressalvou, no entanto, que as suas considerações são “presunções”, baseadas no “bom senso”.

O ex-presidente da CGD afirmou não ter tido “reuniões específicas com o BdP sobre esse tema”, mas que era “possível” que tivesse abordado a questão em reuniões que teve com Vítor Constâncio.

Fernando Faria de Oliveira disse também ter enviado uma carta a Fernando Teixeira dos Santos, então ministro das Finanças, mencionando perigos de um “risco sistémico” decorrente da exposição da Caixa ao BCP, bem como dos danos para a própria CGD.

Em termos de relações com o Governo de José Sócrates, Faria de Oliveira disse ter “reuniões frequentíssimas com o secretário de Estado e algumas com o ministro [das Finanças]”, devido ao período de crise vivido em 2008.

O ex-presidente da Caixa disse ainda que os créditos concedidos às sociedades ligadas ao empresário José Berardo não foram executados, através da venda de ações, precisamente “para não afetar uma instituição relevantíssima, o BCP”, mas também “a própria Caixa, que tinha 2,3% do BCP”.

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