Em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Governadores do BCE, Lagarde explicou que o “cenário pessimista” de previsões elaboradas pela instituição monetária, “incluindo um corte total das entregas de gás russas”, antecipa “uma recessão para 2023”.

No cenário central, o BCE prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro de 3,1% este ano, de 0,9% em 2023 e de 1,9% em 2024, quando em junho projetava uma expansão de 2,8% em 2022 e de 2,1% em 2023 e 2024.

No entanto, num cenário adverso, a equipa do banco central prevê um crescimento do PIB de 2,8% este ano e uma recessão de 0,9% em 2023, seguido de uma recuperação de 1,9% em 2024.

Quanto à inflação, o cenário adverso prevê um aumento para 8,4% este ano (que compara com os 8,1% do cenário base), descendo para 6,9% em 2023 (5,5% no cenário base) e 2,7% em 2024 (2,3% no cenário base).

Este cenário parte do pressuposto que a guerra na Ucrânia se prolonga muito e as tensões geopolíticas continuam a fazer-se sentir, com um corte nas entregas do gás russo com pouca margem para aceder a fontes alternativas de abastecimento de gás.

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