Na mesma nota, o grupo referiu que, por sua vez, o resultado líquido recorrente da “subiu 6%, em 2020, para 901 milhões de euros, suportado pelo crescimento da atividade de produção de energia renovável, que registou um aumento de 7% face a 2019, para os 47,3 TWh [terawatt-hora] de produção eólica, hídrica e solar”.

No entanto, outros efeitos não recorrentes tiveram um impacto líquido negativo de 100 milhões de euros, que levaram a que o resultado se fixasse em 801 milhões de euros, indicou a EDP.

Destes efeitos, o grupo destaca “custos com o encerramento da central a carvão de Sines”, uma “provisão relativa à devolução de alegada sobrecompensação das centrais CMEC no mercado de serviços de sistema, no período de 2009-2013”, o “custo anual com a Contribuição Extraordinária do Sector Energético [CESE]”, perdas “por imparidades relativas ao valor contabilístico das centrais a gás em Portugal e Espanha”, custos “com saídas antecipadas de colaboradores por pré-reformas” ganhos “contabilísticos com alienação de operações de produção convencional e comercialização em Espanha e Portugal” e o “ganho contabilístico resultante dos termos finais da resolução do litígio regulatório sobre encargos GSF no Brasil”, explicou o grupo.

A EDP pagou, em 2019 e 2020, 129 milhões de euros de CESE, segundo o documento.

O EBITDA do grupo (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu, no mesmo período, 3.950 milhões de euros, um aumento de 6% em relação a 2019.

As receitas de vendas e serviços de energia e outros de 2020 atingiram 12.448 milhões de euros, uma queda de 13% face a 2019, segundo os dados divulgados pela empresa.

Em dezembro do ano passado, “a dívida líquida da empresa totalizava 12,2 mil milhões de euros, representando uma redução de 11% face a dezembro de 2019”, o que se traduziu numa redução de 1,6 mil milhões de euros.

De acordo com a EDP, “esta redução do endividamento foi suportada pela conclusão no mês de dezembro de 2020 de diversas transações, nomeadamente a venda de duas centrais a gás e carteira de clientes de retalho em Espanha e de seis centrais hídricas em Portugal”, sendo que a estas operações, “juntam-se duas transações de rotação de ativos renováveis na Europa e nos EUA, assim como a aquisição da Viesgo e consequente parceria com a Macquaire para a distribuição de eletricidade em Espanha”.

A empresa revelou ainda que “a crise pandémica de covid-19 teve impacto negativo de 100 milhões de euros no EBITDA recorrente de 2020, excluindo impacto cambial”, sobretudo pela “queda da procura de eletricidade e aumento de provisões por dívidas de clientes”.

Ainda assim, a atividade “convencional da EDP em Portugal, (incluindo a produção convencional, redes de distribuição e comercialização de energia), após dois anos consecutivos de prejuízos em 2018 (-18 milhões de euros) e em 2019 (-98 milhões de euros), atingiu em 2020 um lucro de 92 milhões de euros, que representou 11% do resultado líquido do grupo EDP”, salientou o grupo.

 A EDP fechou 2020 com 12.180 trabalhadores, um aumento de 4% em relação ao ano anterior.

EDP propõe manutenção do dividendo em 19 cêntimos por ação

O Conselho de Administração Executivo vai propor à assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo relativo ao exercício de 2020 de 19 cêntimos por ação, em linha com os últimos anos, foi hoje comunicado ao mercado.

A manutenção da remuneração dos acionistas era um dos objetivos do plano estratégico apresentado em março de 2019, a par com a redução da dívida do grupo e o regresso dos lucros ao patamar dos 1.000 milhões de euros em 2022.

Na quinta-feira, a EDP apresenta aos investidores a atualização do plano estratégico para os próximos cinco anos, um mês depois de Miguel Stilwell de Andrade ter assumido a liderança do grupo energético, que deverá manter o foco no investimento nas renováveis

A assembleia-geral de acionistas da EDP está prevista para 16 de abril.

[Notícia atualizada  às 18:02]

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