De acordo com a agência de informação financeira Bloomberg, o Banco Nacional da Grécia e os bancos Piraeus, Alpha e Eurobank Ergasias passaram os testes de cenário adverso, que os colocava perante uma nova recessão económica e um colapso nos preços imobiliários.

Os resultados significam que quase 20 mil milhões de euros de fundos que estavam salvaguardados vão agora poder ser usados para outros propósitos, explica a agência de informação, citando o BCE.

Entre os principais desafios da banca grega está o facto de terem o maior nível de crédito malparado, que chega quase aos 50% do crédito total concedido.

Os bancos gregos foram fortemente penalizados durante os últimos anos, chegando mesmo a fechar por três semanas em 2015 durante um braço de ferro entre o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, e os credores, que muitos chegaram a temer que originasse um colapso financeiro no país.

Os bancos reabriram depois de Tsipras ter concordado com o terceiro resgate financeiro e, menos de três anos depois, a economia iniciou um novo ciclo de crescimento, com Bruxelas a estimar uma subida do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4% em 2017, acelerando para 1,9% em 2018 e 2,3% em 2019.

Nas previsões da primavera da Comissão Europeia, divulgadas na quinta-feira, Bruxelas sinaliza que o crescimento do PIB superou os 1% pela primeira vez desde 2007.

“A recuperação económica deverá acelerar, assumindo uma conclusão bem-sucedida do programa de apoio à estabilidade”, refere Bruxelas no documento.

Segundo as previsões, o desemprego deverá cair para níveis abaixo de 20% em 2019 (18,4%) – pela primeira vez desde 2011 -, depois dos 21,5% estimados para 2017 e dos 20,1% para 2018.

“Tendo alcançado um excedente primário em 2017, pelo segundo ano consecutivo, a Grécia está a caminho de alcançar os 3,5% do alvo de superávite primário de PIB definidos para 2018 e 2019″, indica.

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