Jeroen Dijsselbloem, ex-presidente do Eurogrupo, Kristalina Georgieva, diretora-executiva do Banco Mundial e Olli Rehn, governador do banco central da Finlândia, são os nomes que se mantém na corrida escrevia esta tarde o Financial Times (FT) e a Bloomberg. De fora ficavam então o ministro das Finanças português e presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, e a ministra espanhola da Economia, Nadia Calviño.

O FT citava um oficial sénior familiarizado com o processo de negociações em curso. Na sexta-feira, escrevia o jornal, o ministro francês das Finanças — que lidera as negociações do lado europeu — reduziu a lista a três nomes, mas não se chegou a consenso.

Poucas horas depois, França veio corrigir esta informação e esclarecer que os cinco nomes continuam em cima da mesa, tendo a informação sido transmitida pelo porta-voz do ministro das Finanças de França, Bruno Le Maire, escreve o Expresso na sua edição online, acrescentando que fontes portuguesas que têm acompanhado o processo garantem que Centeno continua em jogo e que o facto de a informação avançada ao início da tarde ter deixado de fora os dois candidatos do Sul da Europa é vista como uma tentativa de condicionar o processo.

As candidaturas à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI) podem ser apresentadas a partir de hoje e até 06 de setembro. A instituição vai escolher o novo diretor-geral até 04 de outubro.

A atual diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, apresentou a sua demissão no passado dia 16, com efeitos a partir de 12 de setembro, para presidir ao Banco Central Europeu (BCE).

"A pessoa que ocupe o cargo de diretor-geral deve ter um percurso excecional no domínio da política económica a um nível de alta responsabilidade", precisa o FMI. Deve também ter "reconhecida carreira profissional", demonstrar "capacidade de gestão e aptidão diplomática" para dirigir uma instituição de envergadura mundial e ser oriunda de um dos 189 países membros da organização.

O FMI exige ainda "conhecimento do FMI e das questões de política económica com as quais são confrontados os países membros da instituição na sua diversidade", provas de capacidade de objetividade e de imparcialidade e aptidão para comunicar com eficácia.

Se houver mais de três candidatos, o conselho executivo pré-selecionará três pessoas em função do apoio mais forte, "sem privilegiar qualquer região", estando previstas audições em Washington.

O objetivo é que o diretor-geral seja escolhido por consenso.

Desde a sua criação em 1944, o FMI foi sempre liderado por um europeu, enquanto a liderança do Banco Mundial é ocupada por um norte-americano.

Na semana passada, o governo francês anunciou que vai coordenar os trabalhos na Europa para que seja apresentado um único candidato à sucessão de Lagarde.

(Notícia atualizada às 18:18)