O acordo tem como prioridades “o aumento da produção de diamantes, o crescimento da mineração de diamantes aluviais e a melhoria das oportunidades de desenvolvimento social, em benefício dos cidadãos nacionais”, acrescenta-se no comunicado enviado à Lusa.

No documento, estas entidades afirmam que o memorando contempla quatro áreas principais, a começar pela “revisão de uma série de depósitos existentes de kimberlito para reavaliar a sua atratividade económica através da aplicação potencial de novas tecnologias, e a identificação das oportunidades para fazer crescer o setor de mineração de diamantes aluviais em Angola, considerando a aplicação das soluções e aprendizagens da De Beers na promoção da transparência e rastreabilidade da produção de diamantes deste setor”.

Para além disso, é também objetivo implementar “trabalho conjunto para promover os diamantes de Angola e um ambiente que permitirá que todas as partes da cadeia de valor dos diamantes sejam estabelecidas ou fortalecidas em Angola; e identificar as oportunidades para desenvolver a capacidade da comunidade local na adoção de abordagens melhoradas à sustentabilidade e ao desenvolvimento social, aproveitando a estrutura de sustentabilidade Building Forever do Grupo De Beers sempre que possível”.

Citado no comunicado, o presidente do conselho executivo da De Beers, Al Cook, afirmou que “Angola continua a dar o exemplo como um país que reformou as suas perspetivas através de uma maior transparência, da adoção de melhores práticas reconhecidas internacionalmente e de um ambiente de investimento favorável aos negócios”.

O PCA da Endiama, Ganga Júnior, considerou, por seu lado, que “esta é uma parceria estratégica com o objetivo de aumentar a produção de diamantes em Angola e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico do nosso país”.

A assinatura ocorreu à margem do fórum de negócios Mining Indaba 2024, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e surge depois de dois contratos de investimento mineral em 2022 para áreas licenciadas no nordeste de Angola, onde estão em curso atividades de exploração, acrescenta-se ainda no comunicado.

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