Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por António Ramalho assinalou que os prejuízos se justificam “em 91% pelas perdas de -260,6 milhões de euros resultado da avaliação independente aos fundos de reestruturação” e “138,3 milhões de euros de imparidade adicional para riscos de crédito decorrentes da pandemia covid-19″.

De acordo com o documento, o Novo Banco justifica os prejuízos com perdas de 78,7 milhões de euros “relacionados com a cobertura de risco de taxa de juro de títulos de dívida pública portuguesa” e 26,9 milhões de euros no “reforço da provisão para reestruturação”.

Novo Banco estima em 176 milhões de euros valor a pedir ao Fundo de Resolução para cobrir prejuízos

O Novo Banco estima que o valor a pedir no âmbito do Mecanismo de Capital Contingente, que recorre ao Fundo de Resolução para compensar perdas do legado do banco, seja de 176 milhões de euros no primeiro semestre, foi hoje anunciado.

"Em resultado das perdas verificadas na atividade 'legacy' [legado] no valor de 493,7 milhões de euros, que refletem a prossecução do processo de 'deleverage' [desalavancagem] de créditos, imóveis e outras exposições 'legacy' que estavam no balanço do Banco em 2016, o Novo Banco estima, a esta data e para este período de seis meses, um montante a receber de 176 milhões de euros ao abrigo do Mecanismo de Capitalização Contingente", pode ler-se no comunicado do banco enviado ao mercado.

A instituição presidida por António Ramalho registou prejuízos de 555,3 milhões de euros no primeiro semestre, um agravamento de 38,8% face ao mesmo período de 2019, constituindo 138 milhões de euros de provisões relacionadas com a covid-19, foi hoje divulgado.

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