"Foram eleitos ontem [quinta-feira], dia 26 de novembro, em reunião da Assembleia-Geral do Novo Banco, os membros da Comissão de Acompanhamento prevista no Acordo de Capitalização Contingente, para o mandato de 2021 a 2024", pode ler-se no comunicado hoje divulgado pelo Fundo de Resolução.

Para presidente foi indicado pelo Fundo de Resolução José Bracinha Vieira, que era até agora vogal da comissão de acompanhamento, no mandato de 2017 a 2020.

Para vogais foram indicados Miguel Roballo, que já faz parte da equipa desde outubro, e também Pedro Miguel Marques e Pereira, "inscrito na Lista dos Revisores Oficiais de Contas desde março de 2009", segundo o comunicado do Fundo de Resolução.

Sai da estrutura José Rodrigues de Jesus, antigo bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, que ocupava o cargo de presidente.

O mandato da nova estrutura inicia-se em 01 de janeiro de 2021.

O Novo Banco esteve desde quarta-feira envolvido em nova polémica, depois de os deputados aprovarem a anulação da transferência de 476 milhões prevista no orçamento do Fundo de Resolução para o Novo Banco, ao abrigo do Mecanismo de Capitalização Contingente negociado aquando da venda de 75% do banco ao fundo Lone Star.

O plenário do parlamento confirmou na quinta-feira a votação na especialidade da proposta orçamental do BE que anula a transferência de 476 milhões de euros do Fundo de Resolução para o Novo Banco.

Numa votação confusa e que teve de ser repetida, depois de avocada e debatida no plenário, PSD, PCP, PEV, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira juntaram os seus votos ao BE para viabilizar esta alteração, apesar dos votos contra de PS, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Cristina Rodrigues e a abstenção do CDS-PP e do PAN.

O Fundo de Resolução terá de recapitalizar o Novo Banco em 2021 (relativamente às contas do banco de 2020) para que seja cumprido o contrato acordado aquando da venda ao fundo de investimento norte-americano Lone Star (em 2017), que prevê que a cobertura de perdas do Novo Banco com ativos ‘tóxicos' com que ficou do BES até 3.890 milhões de euros.

Até hoje já foram injetados 2.976 milhões de euros (dos quais 2.130 milhões de euros vieram de empréstimos do Tesouro), pelo que – pelo contrato - poderão ser transferidos mais 900 milhões de euros nos próximos anos.

Apenas referente ao primeiro semestre, o Novo Banco estimou que precisará de 176 milhões de euros. Mas o valor final só será definido quando este ano terminar e deverá ser superior.

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