"É natural que, numa altura em que é apresentado um saldo que é, do ponto de vista da consolidação orçamental, uma meta atingida, que os partidos que suportam o Governo valorizem isso e os partidos da oposição assinalem também, não negando a realidade, aquilo que lhes parece importante", afirmou o porta-voz democrata-cristão, João Almeida, no parlamento.

O défice orçamental de 2018 ficou nos 0,5% do PIB, abaixo dos 0,6% previstos pelo Governo, segundo a primeira notificação relativa ao Procedimento por Défices Excessivos, remetida hoje pelo INE ao Eurostat, na qual o défice das Administrações Públicas atingiu 912,8 milhões de euros, abaixo do saldo negativo de 3% registado em 2017.

"Não negamos a realidade de Portugal ter atingido um bom resultado do ponto de vista do défice e isso é positivo para o país. Agora, o caminho que foi feito para este resultado tem a nota da conjuntura - a melhor conjuntura possível desde que Portugal entrou na moeda única - e a do caminho escolhido não ser estrutural nem repetível noutra conjuntura", disse o deputado do CDS-PP.

Para o parlamentar centrista, "o resultado foi atingido com o nível máximo de impostos (principalmente indiretos) e um nível mínimo de serviços públicos".

"Este caminho de redução do défice foi iniciado na legislatura anterior, que teve maior consolidação orçamental, feita de outra forma - tentando que a economia, crescendo, conseguisse financiar essa consolidação", concluiu.

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