A transação de direitos decorre até 30 de janeiro e a divulgação do resultado desta oferta está programada para 03 de fevereiro.

O BCP anunciou na segunda-feira da semana passada um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, superior ao seu valor em bolsa.

Após a conclusão com sucesso desta oferta e o reembolso integral dos ‘CoCos’ (dívida que pode ser transformada em ações em determinadas circunstâncias), o banco estima que o rácio de solvabilidade ‘common equity tier 1′ (CET1) situar-se-á nos 11,4% (em referência a 30 de setembro de 2016).

Já é conhecido que o acionista chinês Fosun quer aproveitar para ficar com 30% do BCP, face aos 16,7% que detém desde final de 2016, sendo que a angolana Sonangol tem também autorização para aumentar a sua participação no capital do banco para aproximadamente 30%, mas não se sabe se vai exercer essa opção.

Na apresentação aos investidores do aumento de capital, o BCP perspetiva que voltará a distribuir dividendos aos acionistas em 2019, referindo que quer distribuir 40% dos resultados que obterá em 2018.

Este aumento de capital contará com um consórcio de bancos internacionais que garantem a operação, liderado pela Goldman Sachs International e pelo J.P. Morgan Securities, e que conta ainda com o Credit Suisse Securities, a Mediobanca e a Merrill Lynch International, sendo o preço de subscrição da oferta fixado em 9,4 cêntimos por ação.

As agências de ‘rating’ consideram que a operação é “positiva” para o banco liderado por Nuno Amado, apesar de destacarem os elevados ativos problemáticos que o banco ainda tem no balanço, sobretudo, o crédito malparado.

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