O inquérito realizado pela AHP sobre as “Perspetivas Verão 2018” – no qual foram analisadas as reservas já efetuadas na hotelaria nacional para o período de julho a setembro – revela que os turistas portugueses terão uma quota de 18%, e os de Espanha e os de França 15% cada.

A AHP destaca também "a melhor 'performance' do mercado francês e brasileiro, com 45% e 44% dos hoteleiros, respetivamente, a indicarem que a evolução destes mercados será melhor ou muito melhor que no verão do ano anterior".

Isto, num quadro geral em que os hoteleiros em Portugal estimam que a taxa de ocupação e a estada média no verão irão ser idênticas às do ano passado - em que se fechou o verão com 86% de ocupação -, perspetivando, no entanto, um melhor preço médio por quarto ocupado e disponível.

Analisando por regiões, os hoteleiros no Alentejo preveem uma estabilidade de todos os mercados.

Na região do Algarve, os inquiridos estimam que os turistas do Reino Unido, este ano, caia para 32%, no entanto, a mantêm-se como principal mercado com uma quota de 22%.

Na região Centro, os principais mercados serão Portugal (22%), Espanha (18%) e França (14%).

No Norte, os hoteleiros apontam como primeiro mercado Portugal (20%), seguido de Espanha (18%) e França (16%).

Nos Açores, os principais mercados serão, à semelhança do ano anterior, Portugal e Alemanha (22%), destacando-se também o melhor comportamento dos Estados Unidos, Itália e Alemanha e a quebra do mercado inglês para 33% dos inquiridos.

Para a região de Lisboa, o estudo da AHP assinala o crescimento "em termos de performance dos mercados americano, francês e brasileiro e os mercados com maior quota serão França (17%) Espanha (15%) e Portugal (14%)".

Os hoteleiros da Madeira indicam como principal mercado o Reino Unido (19%), seguido de Alemanha e Portugal, no entanto 59% e 53% dos inquiridos revelam que os mercados ingleses e alemães vão ter "uma pior 'performance'".

Sobre o Reino Unido, a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, admite que têm estado a acompanhar este mercado "com particular atenção por várias razões".

Desde logo: "O facto de ser um mercado que em termos de dimensão é o nosso primeiro mercado emissor, com uma quota de 22,3%, mais ainda no Algarve e na Madeira, onde representa 40,3% e 28,4%, respetivamente, da quota de mercado, o impacto ainda a estimar do Brexit, particularmente na vertente de desvalorização da libra, mas não só", acrescenta.

A recuperação de destinos concorrentes de sol e praia e a falência de algumas companhias aéreas revestem também, em sua opinião, preocupação.

"Aliás, neste inquérito, os hoteleiros já perspetivam que haja uma quebra significativa deste mercado, na Madeira e Algarve. Também na Madeira, a quebra de 3,8% das dormidas do mercado alemão desde o início do ano (mercado que representa atualmente uma quota de 30,9%) provocada pela falência da Monarch, da Air Berlin e da Niki justifica preocupação”, conclui Cristina Siza Vieira no comunicado.

A AHP realizou este inquérito a nível nacional, entre os dias 29 de maio a 21 de junho, com base nas reservas e pré-reservas efetuadas junto dos hotéis associados. A amostra é de 40%.

Das respostas obtidas, 84% pertencem a hotéis, 7% a hotéis apartamentos, 1% a pousadas, 3% a aldeamentos turísticos, 1% a apartamentos turísticos, 2% a turismo no espaço rural e 3% a alojamento local.

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