O Índice de Preços ao Produtor, um indicador da inflação nas vendas grossistas, subiu 10,7%, em setembro, em termos homólogos, segundo dados do Gabinete Nacional de Estatísticas.

Foi a maior subida desde 1995.

Em agosto, o mesmo índice registou um crescimento homólogo de 9,5%.

O aumento dos preços globais das matérias-primas elevaram drasticamente os preços de fábrica na China, este ano, com a escassez de carvão a agravar também uma crise de energia no país.

O aumento ocorre numa altura de altas taxas de inflação registadas a nível global.

Mas os números ainda não influenciaram os preços ao consumidor na China, que em setembro subiram apenas 0,7%, um ritmo menor do que em agosto.

“Achamos que o risco de estagnação e inflação está a aumentar na China e também no resto do mundo”, apontou Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management, num relatório.

“A ambiciosa meta de neutralidade de carbono coloca pressão persistente sobre os preços das matérias-primas, que são depois passados às empresas”, apontou a mesma fonte.

Dados comerciais divulgados hoje revelaram que as importações de carvão da China aumentaram 76%, em setembro, em termos homólogos, numa altura em que o país tenta diminuir a escassez que levou ao racionamento de energia nas fábricas e empresas.

Além da escassez de energia, a economia da China está sob pressão devido a uma crise de liquidez entre algumas das maiores construtoras do país, incluindo a Evergrande, que esta semana voltou a falhar o pagamento de juros sobre títulos de dívida emitidos no exterior.

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