A visita do primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, à Jordânia é a primeira a um país árabe desde que formou o seu gabinete no mês passado, tendo já realizado viagens a França e a Grã-Bretanha também em busca de ajuda.

A crise económica no Líbano, que se estende desde 2019, foi descrita pelo Banco Mundial como uma das piores do mundo em 150 anos. Mais de 70% da população do Líbano vive na pobreza e a moeda nacional está em queda livre, levando a inflação e o desemprego a níveis sem precedentes.

Na quarta-feira, a Jordânia concordou em fornecer eletricidade ao Líbano através da Síria e o trabalho está em andamento para chegar a um cronograma. O Egito também aceitou fazer chegar gás natural ao Líbano para as suas centrais de energia na Jordânia e na Síria.

O Líbano sofre cortes de eletricidade que duram até 22 horas por dia e no sábado as duas principais centrais de energia do país foram forçadas a fechar após ficarem sem combustível, o que impediu também a produção de energia por parte do Governo libanês.

Hoje, o exército libanês assegurou o abastecimento de emergência de combustível às duas centrais e elas retomaram o trabalho, de acordo com o ministro da Eletricidade, Walid Fayad.

De acordo com a Corte Real da Jordânia, o rei Abdullah II disse ao primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, que “a Jordânia sempre estará ao lado do Líbano e do seu povo irmão”, sem indicar mais detalhes sobre esse apoio, mas referiu que a reunião entre os dois serviu também para discutir assuntos regionais.

O primeiro-ministro da Jordânia, Bisher Khasawneh, visitou o Líbano no final do mês passado e afirmou que há esforços para fornecer ao Líbano alguma eletricidade da Jordânia.

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