Ricardo Salgado foi pronunciado na instrução da Operação Marquês por três crimes de abuso de confiança, e vai ser julgado por um coletivo presidido pelo juiz Francisco Henriques. Mas, de acordo com o Público, a intenção do ex-banqueiro é sentar-se ao lado de José Sócrates — e vai fazer fazer tudo ao seu alcance para que isso aconteça.

O jornal explica que o ex-presidente do Grupo Espírito Santo (GES) pode ser julgado à parte, mas que todo o julgamento pode vir a ser depois anulado, caso o Tribunal da Relação de Lisboa entenda que as suspeitas que existem dos crimes cometidos tenham ocorrido ao mesmo tempo do que as do ex-primeiro-ministro.

No passado dia 9, o juiz de instrução criminal Ivo Rosa determinou que Ricardo Salgado fosse a julgamento, mas, por outro lado, decidiu não pronunciá-lo (levar a julgamento) dos restantes crimes que lhe eram imputados: corrupção ativa de titular de cargo político (um), corrupção ativa (dois), branqueamento de capitais (nove), falsificação de documento (três) e fraude fiscal qualificada (três).

Dos 28 arguidos do processo Operação Marquês foram pronunciados apenas cinco, e não são levados a julgamento, entre outros, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca.

Dos 189 crimes constantes na acusação, só 17 vão a julgamento, mas o Ministério Público vai apresentar recurso da decisão do juiz para o Tribunal da Relação de Lisboa, que avalia matéria de facto e de direito.

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