O anúncio foi feito por um funcionário do Ministério do Comércio sul-coreano, Yoo Myung-hee.

Tóquio impôs, no início de julho, limitações aos materiais químicos básicos que as empresas sul-coreanas compram para fabricar ecrãs e ‘microchips’ de memória, alegando razões de segurança.

Semanas mais tarde, num alargamento das restrições, o Governo nipónico anunciou que ia retirar a Coreia do Sul da “lista branca” de parceiros comerciais, um estatuto especial que Seul detinha desde 2004, juntamente com um grupo de 26 países.

Seul não tardou a aplicar a mesma medida, num novo agravamento da tensão entre os dois países.

As autoridades sul-coreanas acreditam que os controlos japonesas são retaliações por decisões judiciais, algo que o Governo japonês já negou.

No final de 2018, o Supremo Tribunal sul-coreano determinou que as empresas japonesas presentes na Coreia do Sul tinham de pagar compensações a cidadãos coreanos, ou aos herdeiros, escravizados por aquelas companhias durante a Segunda Guerra Mundial.

Com base no tratado de 1965, o Japão, que colonizou a península coreana entre 1910 e 1945, entregou 300 milhões de dólares às vítimas, dinheiro que a ditadura militar de Park Chung-hee não fez chegar a todas, motivo que levou milhares de pessoas a denunciar recentemente a situação às autoridades sul-coreanas.

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