“Não se corre o risco de falência”, mas “esperam-se anos difíceis”, disse o recém-nomeado prefeito da secretaria para a Economia do Vaticano, o jesuíta espanhol Juan Antonio Guerrero Alves, à imprensa do Vaticano.

O responsável explicou que “a Igreja cumpre a sua missão com a ajuda das doações dos fiéis” e que se desconhece “quantas pessoas poderão dar”.

“Por isto devemos ser sóbrios, rigorosos”, disse Guerrero, indicando que as estimativas da evolução da crise apontam para uma queda de rendimentos entre os 25% e os 45%.

O prefeito referiu que “se não houver receita extraordinária, claro que haverá um aumento do défice”, adiantando que já se tinha decidido a realização de ajustes no orçamento antes do surgimento do novo coronavírus.

Um relatório recente sobre o impacto da pandemia publicado pelo diário Il Messaggero assinala que no cenário mais otimista o défice aumentará 28% devido à diminuição da venda de bilhetes para os Museus do Vaticano, que têm estado fechados nos últimos dois meses.

Guerrero disse ainda que para reduzir os gastos está previsto “centralizar os investimentos financeiros e melhorar a gestão do pessoal e das adjudicações”, assim como “aprovar um novo código de contratação que gerará poupança”.

O responsável garantiu, no entanto, não estar em causa “a remuneração dos trabalhadores, a ajuda às pessoas em dificuldade e o apoio às igrejas necessitadas”.

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