"Deixe-me ser muito clara. Estou comprometida em garantir que os Estados Unidos forneçam um refúgio seguro para aqueles que procuram asilo. Ponto final", afirmou a democrata Kamala Harris em declarações à agência EFE, após sua primeira viagem internacional.

A posição da vice-presidente surge na sequência das críticas que foi alvo esta semana do seu próprio partido, incluindo da congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez, por ter exortado, durante a sua deslocação à Guatemala e ao México, os habitantes dos vários países da América Central a "não virem" para os Estados Unidos.

Já hoje, Kamala Harris assegurou que a administração Biden está disposta a "expandir os canais legais de imigração" para os Estados Unidos e que, por essa razão, está a pressionar o Congresso a aprovar uma reforma sobre esta matéria.

"Estamos a reconstruir o nosso sistema de imigração, deteriorado no último governo [de Donald Trump], mas também devemos abordar as raízes da migração. Por isso, viajei para a Guatemala e para o México", afirmou.

A vice-presidente garantiu ainda que a administração norte-americana não "está a ignorar as Honduras e El Salvador", dois países que não integraram o roteiro da visita que realizou esta semana.

Na quarta-feira, as autoridades dos Estados Unidos anunciaram que as detenções de imigração na fronteira com o México atingiram um máximo histórico de mais de 180.000 em maio.

As 180.034 detenções no último mês representam um aumento de cerca de 1% em relação às 178.622 registadas em abril, que por sua vez foi 3% superior às 173.348 em março, dois meses que na altura já tinham registado máximos históricos.

Apesar da subida geral, a chegada de menores não acompanhados à fronteira em maio (14.158) caiu pelo segundo mês consecutivo.

Estes números demonstram que, apesar dos esforços liderados pela vice-presidente Kamala Harris, a crise de imigração persiste na fronteira sul dos Estados Unidos, onde a chegada de imigrantes indocumentados não tem parado de aumentar desde que o Presidente norte-americano, Joe Biden, tomou posse em janeiro.

PC (MIM) // MCL

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