Ho considerou que o desenvolvimento da indústria tecnológica, para fornecer o mercado do continente chinês, é uma "tarefa fundamental" para o seu executivo.

Citado pela Xinhua, o chefe do executivo eleito considerou que Macau deve fazer "pleno uso dos seus recursos universitários e transformá-los em indústrias de produtos de alta tecnologia", incluindo redes de telecomunicações de quinta geração (5G).

Macau tem uma economia altamente dependente do jogo. Em 2018, os impostos diretos - 35% das receitas brutas - sobre o jogo representaram 79,6% da totalidade das receitas públicas de Macau, segundo dados oficiais das autoridades do território.

Ho Iat Seng ocupou anteriormente os cargos de vice-presidente da Associação Comercial de Macau e presidente vitalício da Associação Industrial de Macau, pelo que tem um "profundo entendimento da economia de Macau", escreve a Xinhua.

Ele admitiu, no entanto, que não será fácil cultivar novas indústrias em Macau, onde os casinos garantem salários altos.

E lembrou que a região semiautónoma enfrenta a concorrência das emergentes economias do sudeste da Ásia, e que não possui condições para desenvolver indústrias que exijam muita mão-de-obra.

O governo terá que pensar "cuidadosamente" sobre que indústrias deve desenvolver no futuro, disse, apontando, como exemplo, a produção de medicamentos genéricos.

"Macau poderá usar as suas ligações à União Europeia para atrair equipamento e talentos mundiais para fabrico de medicamentos genéricos e depois vendê-los ao enorme mercado do continente chinês", notou.

Citado pela Xinhua, Ho Iat Seng disse ainda que Macau deve preparar-se para fortalecer a cooperação com outras cidades da Área da Grande Baía.

Lançado pelo Presidente chinês, Xi Jinping, o projeto da Grande Baía visa construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong, através da criação de um mercado único e da crescente conectividade entre as vias rodoviárias, ferroviárias e marítimas.

"Muitas pessoas em Macau têm a ideia errada de que Macau não faz parte da Grande Baía. As pessoas de Macau têm de ir ao continente para participar no desenvolvimento da Grande Baía", disse.

Ho considerou que a posição da região especial administrativa naquele projeto é "muito clara".

"A história de mais de 400 anos de intercâmbio cultural em Macau entre a China e o Ocidente deixou muitas heranças preciosas, como o primeiro farol e a primeira universidade do Extremo Oriente", descreveu. "Essa é a posição única de Macau", apontou.

Ho reiterou ainda a importância do património cultural em Macau, incluindo a construção ou cozinha.

"É mais fácil fazer uma cópia nova do que manter o original, mas essa não é a História", afirmou.

JPI // JH

Lusa/Fim

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