Intitulado Estatísticas Mundiais de Saúde e publicado anualmente desde 2005, o relatório conclui que a esperança média de vida aumentou cinco anos entre 2000 e 2015, o crescimento mais rápido desde os anos 60, mas o mundo ainda se depara com enormes desigualdades, tanto entre países como dentro dos próprios Estados.

A esperança média de vida em Moçambique é de 57,6 anos para uma criança nascida em 2015, abaixo da média africana de 60 anos, mas acima dos valores registados pelo país em 2000 (45,2 anos) e em 2013 (54 anos).

Entre os 47 países da região africana da OMS, Moçambique tem a 10.ª pior esperança média de vida.

Nas estimativas da OMS, que reúnem dados de 194 países relativos a uma série de indicadores, nomeadamente mortalidade, doenças e sistema de saúde, Moçambique destaca-se no capítulo dedicado ao suicídio, onde surge com a maior taxa de África: 17,3 suicídios em cada 100 mil habitantes.

Também na mortalidade por envenenamento acidental - por pesticidas, querosene, químicos domésticos, monóxido de carbono ou drogas - Moçambique tem a pior taxa da região africana: 8,1 mortes por cada 100 mil habitantes.

Já na mortalidade devida a homicídios, Moçambique destaca-se pela positiva, com 3,4 pessoas assassinadas por cada 100 mil habitantes, taxa que coloca o país entre os três melhores do continente.

Apenas 51% da população moçambicana tem acesso a fontes melhoradas de água potável, o que coloca o país na terceira pior posição da região africana, enquanto a prevalência da baixa estatura nas crianças com menos de cinco anos - 43,1% - deixa Moçambique entre os quatro piores dos 45 que têm dados.

O relatório analisa indicadores relativos a algumas doenças, entre as quais o VIH, a tuberculose e a malária, nas quais Moçambique surge entre os 10 países mais afetados da região africana.

No VIH, o país regista 7,4 novas infeções mil adultos não infetados, a 8.ª pior incidência dos 44 países africanos que têm dados, enquanto a incidência de tuberculose é de 551 em cada 100 mil pessoas, a 5.ª pior de África.

Em cada mil pessoas em zonas de risco de infeção, 352,3 apanharam malária em 2013, a 8.ª pior incidência da região africana.

Já a probabilidade de morrer de uma das quatro principais doenças não transmissíveis - cancro, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e diabetes - entre os 30 e os 70 anos é de 17,3% em Moçambique, o que coloca o país entre os sete melhores da região.

Moçambique está no meio da tabela africana na taxa de mortalidade materna (489 por 100 mil nados vivos), e na mortalidade infantil (78,5 mortes de crianças com menos de cinco anos em cada mil nados vivos), embora se registem melhorias ao longo dos últimos anos.

No entanto, apenas 54% dos partos em Moçambique são acompanhados por profissionais de saúde, o que coloca o país entre os 14 menos bem colocados da região.

FPA // VM

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