Esta semana um homem foi filmado dentro de um Mercedes, à porta da escola António Carvalho Figueiredo, em Loures. Masturbava-se a ver as crianças. A denúncia foi feita e o vídeo circulou pelas redes sociais. É possível ver a matrícula do carro, portanto imagino que seja rápida a captura do indivíduo. Espero também que tenhamos a sorte de encontrar um juiz ou juíza que não invoque uma bodega qualquer, privacidade dentro do automóvel ou outro disparate, ilibando a criatura.

É assustador? Sim, é muito assustador. Para as crianças, para os pais. No seguimento deste vídeo e desta denúncia, muitas mulheres à minha volta me contaram histórias de arrepiar. Uma delas era criança, ia a caminho de casa e viu um homem a masturbar-se junto a uma árvore. O homem chamou por ela. Ela fugiu. Teve sorte e a perspicácia de fugir a um adulto, em teoria uma espécie de autoridade à qual as crianças devem obediência.

O consumo de pornografia infantil é feito por milhões de pessoas no planeta. O tráfico de crianças idem. O abuso no seio da família é igualmente uma realidade. Isto não se passa em Shangri-La, passa-se em Portugal. Um homem fez o vídeo e denunciou este homem – rapidamente percebeu que tinha uma arma na mão, o telemóvel, e que podia captar o nojo da situação. Algumas pessoas, nas redes sociais, insurgiram-se contra esta pessoa, dizendo que era abuso da privacidade. Compreendem isto? Eu tenho muita dificuldade. À porta de uma escola?

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