Faz um ano que... e depois? Fazem 365 dias. O que é que isso tem de especial? Nem sequer é capicua. Não é um número redondo. E faz um ano dos nossos, dos chineses não sei se faz. Mas tudo bem eu faço a crónica, só é uma pena Trump não ter tomado posse a 29 de Fevereiro.   

Podemos dizer que para além de um ano de Trump foi um ano de Melania, e a coisa já não fica tão feia. Um ano de Melania soa a nome de livro erótico. É verdade que também pode soar a um período com uma doença de pele, mas soa melhor que um ano de Trump. Não, não me estou a baldar ao tema. É ver o que está escrito daqui por diante. 

Um ano depois, se há coisa de que não podemos acusar Trump é de nos ter desiludido. É como ir ao cinema com os miúdos, vai ser o caos que prevíamos, com pipocas pelo chão, "Um Bongo" nas calças, metade do filme aos berros e a outra metade a levar um deles à casa de banho para fazer chichi. Trump na presidência dos EUA é tal e qual o que esperávamos. Todos temos um amigo que sabemos que vai estragar a festa, embebedar-se, apalpar miúdas, vomitar na sala, fazer piadas parvas e acabar por levar um murro e adormecer. Ninguém pode dizer que está chocado com o Trump.

Já todos percebemos que o cor de delícia do mar não é bom da cabeça. Esta semana a propósito do atentando numa Igreja numa pequena cidade do Texas, Trump disse que o problema aqui era o assassino ter uma doença mental e acesso a armas, e isto é a descrição exata de Trump. Com a diferença que as dele são atómicas.

Com os escândalos de abuso sobre mulheres, a facilidade com que se arranjam armas e a frequência com que há atentados já não há razão para a malta do ISIS dizer que abomina a cultura americana – “Epá, Mohamed , vem cá ver isto. Eles lá nos EUA também tratam as mulheres abaixo de cão. Até o presidente abusa delas. Não pode ser um tipo assim tão mal formado, como diz o Abdul.” Reparem como para mim é tudo Mohamed e Abdul, o que acaba por revelar uma visão estereotipada que normalmente é reveladora de pouco conhecimento sobre o tema, ficando tudo pela rama. Por isso sou cronista.

Não sou daquelas pessoas que vive assustada por Trump ter um arsenal nuclear e poder usá-lo a qualquer momento, pelo contrário, estou a escrever lentamente esta crónica na esperança que o mundo entretanto acabe ou que vocês amanhã já não estejam vivos para ler isto. Tenho a televisão na CNN na esperança de ver um míssil balístico partir em direção à Coreia do Norte e daqui para baixo só escrevia heifjpksjklkfdllfslaçflçl. Mas a coisa está calma. Trump não foi até à fronteira com a Coreia do Norte porque estava muito nevoeiro. Não dava para ver o que ele quer reduzir a nada. 

Pronto, é isto que posso escrever sobre os primeiros 365 dias de Donald na presidência dos EUA. Resumindo, este ano de Trump serviu para mostrar como o presidente é inteligente, metódico e poderoso. O da Rússia, claro.   

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