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Do absurdo

Voltava ontem para Lisboa, regressado de férias, quando ouvi na rádio que o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas tinha levantado a greve. Era o ponto no 'i' para uma semana de regresso à normalidade.

Bastou dormir, chegar à redação e ler o título “A "ideia absurda" de Trump. Primeira-ministra da Dinamarca diz que a Gronelândia não está à venda” para perceber que os eixos do mundo ainda estão longe de estar afinados.

Vamos de férias, deslocamos a vida do agora para nos dedicarmos às coisas eternas, à família, aos amigos, à literatura, por alguma razão achamos que, ao voltarmos, alguma coisa mudou, mas está tudo exatamente no mesmo sítio.

Por falar em absurdos (dos bons), a FIFA anunciou hoje os 10 golos candidatos ao prémio Puskas, o galardão que premeia o melhor golo do ano. Há lugar para tudo, bicicletas, chapéus e até golpes de karaté. Veja o vídeo e perceba do que estou a falar, este é o outro lado do futebol, a estética de um pontapé a que ninguém pode ficar indiferente, seja de que clube for.

Se falamos de futebol, deixe-me apenas sublinhar que faz amanhã 16 anos que Cristiano Ronaldo se estreou pela seleção nacional. Desde então foram 158 jogos e 88 golos que fazem do avançado da Juventus o maior goleador de sempre com a camisola das quinas. Só o iraniano Ali Daei marcou mais golos do que CR7 ao serviço de um país, 109 tentos.

Por absurdo, o dicionário Priberam diz-nos que é tudo aquilo que é “contrário ou repugnante à razão”. Nessa senda deixem-me falar-vos da paranoia de vários ricos espalhados pelo mundo fora que estão a construir bunkers e a preparar-se para o Apocalipse, é um texto que vale a pena ler de José Couto Nogueira.

Fechando assim aquilo que parece ser demasiado grande para caber numa singela segunda-feira, permitam-me aproveitar este espaço para deixar uma ou outra sugestão para ocupar os tempos livres esta semana:

  • Veja o novo filme de Quentin Tarantino, “Era uma vez... em Hollywood”. Vou fazê-lo esta noite, mas tendo lido o que li, ouvido o que ouvi, esta é uma recomendação fidedigna a priori sobre o mais recente trabalho de um dos meus realizadores favoritos;
  • Veja o documentário “Woodstock” que a RTP transmitiu este fim de semana, ainda está disponível na RTP Play;
  • A Netflix anunciou o regresso de Peaky Blinders no dia 4 de outubro. Se ainda não viu nenhuma das quatro temporadas disponíveis, sugiro que comece hoje uma maratona para quando chegar a quinta temporada já ter apanhado o fio à meada.

Hoje o dia foi assim por Tomás Albino Gomes

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