Numa intervenção no palco principal da conferência de tecnologia e inovação, o brasileiro estimou a transformação sobre quatro rodas, referindo que até a “arquitetura interna” das viaturas se irá alterar, como o próprio lugar do condutor.

“Os carros vão servir para trabalhar, para as pessoas se conectarem”, estimou o responsável, que prevê muitos ecrãs dentro do habitáculo dos carros do futuro, até porque haverá mais espaços dentro dos carros porque deixam de ter os grandes motores habituais, que tendencialmente serão substituídos pela tecnologia elétrica.

Para o futuro, este responsável prevê o crescimento simultâneo da compra individual de carro, assim como a partilha das viaturas.

No MEO Arena, o líder da Aliança recordou a aposta que está a ser feita na diminuição de preços em carros elétricos na China.

“Vamos para onde os mercados estão”, resumiu.

O brasileiro notou que o setor das baterias para as viaturas está a agregar mais conhecimento, o que resulta em preços mais baixos e maior concorrência, pelo que o investimento das suas empresas passará pela “investigação, na bateria do futuro” e concentrar-se “no carro em si mesmo”.

Carlos Ghosn acrescentou que os fabricantes estão a deixar de trabalhar isolados à medida que os carros se tornam mais conectados e mais autonomizados e, por isso, estão a cooperar cada vez mais com companhias externas, incluindo ‘startups’ e universidades.

“Colaboramos com a NASA, que é muito forte na tecnologia de controlo remoto”, sublinhou.

O responsável aproveitou para distinguir entre veículos autonomizados e aqueles que não necessitam de condutor, referindo que o objetivo da Renault-Nissan é desenvolver viaturas que podem ser usadas em “qualquer local e sem falhas”. O gestor indicou que não se podem medir apenas as tendências por cidades como Tóquio ou Nova Iorque, mas levar em conta também o Cairo ou Mumbai (Índia).

“A segunda questão é a regulamentação. É necessária coerência”, argumentou Ghosn, recordando estar em causa uma condução “sem os olhos na estrada e sem as mãos no volante” e que os consumidores “têm que confiar o bastante na tecnologia” para comprarem viaturas.

Mas o otimismo é palavra de ordem para o empresário dado “os muitos benefícios da tecnologia”. O brasileiro indicou ainda que se está no “bom caminho” desde que os fabricantes continuem a colaborar com as autoridades e a perceberem os limites.

“Estamos todos interessados em termos de segurança, para ter uma melhor gestão de tráfego e numa condução mais confortável”, disse.

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