Foi numa publicação no blog da empresa que o presidente-executivo da Cloudflare, Matthew Prince, descreveu o site como um "poço negro de ódio" e que iria terminar a ligação entre ambas as partes.

"O 8Chan encontra-se entre os mais de 19 milhões de sites da Internet que utilizam o serviço da Cloudflare. [E] acabámos de enviar um aviso a dar conta que estamos a cancelar os nossos serviços ao 8Chan", indica.

A justificação, escreve Prince, é simples: o 8Chan é um local sem lei que "causou diversas mortes trágicas". E continua dizendo que mesmo que o site não vá diretamente contra a lei ao não querer a moderar a sua comunidade cheia de ódio, permitiram que fosse criado "um ambiente que se deleita em violar o seu espírito".

Outros extremistas de direita, misóginos e teóricos da conspiração publicam no 8Chan, que não modera o conteúdo, de acordo com a agência France-Press (AFP).

A medida da Cloudflare retira a segurança cibernética e outros serviços do 8Chan, que pode ficar exposto a ataques distribuídos de negação de serviço (também conhecido como DDoS), no qual hackers derrubam um site após sobrecarregar o mesmo com "tráfego falso".

As autoridades acreditam que pouco antes do ataque de El Paso, o suspeito — um homem branco identificado pela imprensa como Patrick Crusius — publicou um "manifesto" racista no 8Chan, que inclui trechos contra a "invasão hispânica" do Texas, segundo o britânico The Guardian.

O fundador do 8Chan, Frederick Brennan, ao The New York Times, já revelou que por sua vontade este deveria de ser encerrado. No entanto, atualmente, o portal é propriedade de Jim Watkins, norte-americano que vive nas Filipinas.

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