“O Ministério da Educação nas próximas semanas vai fazer um reforço da Internet nas escolas. É um importante reforço na velocidade da Internet das escolas, na capacidade da Internet das escolas com uma prioridade muito grande ao áudio e vídeo para que sempre que for necessário os professores possam contactar com os estudantes que não estão nas escolas”, afirmou o ministro.

Tiago Brandão Rodrigues, que falava à margem de uma visita à Escola Básica Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, disse que está a ser desencadeada “a maior operação logística de digitalização da escola pública”.

“O que está a acontecer neste momento é uma verdadeira reforma em termos de digitalização da nossa escola e é esta escola digital que nós queremos a funcionar”, referiu.

Em resposta aos jornalistas, o ministro disse que além dos 100 mil computadores, que já foram distribuídos durante o primeiro período pelos alunos do ensino secundário do escalão A e escalão B, está prevista a entrega de mais 260 mil computadores.

“Os 100 mil computadores foram distribuídos no primeiro período. Já tinha anunciado que a compra dos 260 mil computadores foi feita e durante este segundo período começará a ser feita a distribuição desses computadores”, garantiu.

O ministro afirmou ainda que, apesar do processo de digitalização já estar no programa de Governo, a pandemia da covid-19 “veio catalisar e acelerar todo o processo”.

“No programa de estabilização económica e social estavam alocados 400 milhões de euros, estão alocados agora novos 500 milhões de euros no programa de resiliência e recuperação para a digitalização das escolas, para apetrechar as escolas, mas também para formar os nossos docentes, não docentes e podermos desmaterializar todo o material pedagógico”, afirmou.

Ministro afirma que escolas têm pela frente 55 longos dias de provação

“Neste início do segundo período de aulas sabemos que temos 55 longos dias de provação em todo o território nacional. Sabemos que as escolas estão preparadas e eu venho aqui prestar uma grande homenagem”, afirmou o ministro.

Tiago Brandão Rodrigues recordou também que o primeiro período foi “complexo” e um momento de “enorme provação para toda a sociedade portuguesa”.

“No primeiro período, a resposta da escola e, nomeadamente, da escola pública foi muito positiva, conseguimos manter as escolas abertas”, disse, lembrando que a situação epidemiológica vivida no país “não é igual em todos os concelhos”.

Questionado pelos jornalistas sobre o fecho de algumas escolas e agrupamentos escolares, o ministro afirmou que “cabe às autoridades sanitárias identificar se em determinado momento é importante, relevante e fulcral fechar alguma escola”, tal como acontece “desde o primeiro dia do primeiro período”.

“Cabe às autoridades de saúde, em articulação com as autoridades de educação e dentro do quadro da proteção civil, tomar as decisões para que todas as necessidades que existam para chegar uma turma, agrupamento de ensino seja feito num espaço menor possível”, referiu.

Tiago Brandão Rodrigues defendeu ainda que o encerramento dos equipamentos escolares deve ter em conta o “menor número de estudantes e o menor tempo possível” para que a retoma ao “normal funcionamento” possa ser feita.

Portugal contabiliza pelo menos 7.118 mortos associados à covid-19 em 427.254 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 07 de janeiro, com recolher obrigatório entre as 23:00 e as 05:00 nos concelhos do território do continente de contágio mais elevado.

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